𝗧𝗛𝗘 𝗜𝗠𝗣𝗘𝗥𝗙𝗘𝗖𝗧 𝗦𝗜𝗦𝗧𝗘𝗥𝗦, legacies
➥【𝑪𝒉𝒐𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏 𝒂𝒏𝒅 𝑯𝒐𝒑𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏】
⇾Quando hollow entrou na vida dos Mikaelson eles tiveram que tomar a decisao mais dificl de suas vidas, que foi separar as suas lind...
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「New Orleans」 𝗛𝗢𝗣𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡
Já fazia uma semana. Uma semana desde que Choe havia desaparecido. Ela sabia como se esconder, até mesmo do papai.
A cada dia, mais vítimas apareciam. Ataques que pareciam ser feitos por animais surgiam pelo país, mas todos nós sabíamos quem estava por trás. Não eram ataques aleatórios. Era ela.
Meu pai tentou de tudo. Telefonou até para a Escola Salvatore, pedindo ajuda às gêmeas, Lizzie e Josie, e aos outros alunos. Talvez eles tivessem mais sorte. Ou talvez Landon, o melhor amigo da minha irmã, conseguisse encontrar algo que ninguém mais podia.
Mas não. Uma semana inteira passou, e Choe continuava escapando. Ela aparecia em uma cidade apenas para desaparecer na próxima. Sempre deixando rastros de destruição, mas nunca o suficiente para ser capturada. Cada vez que alguém chegava perto, ela fazia ameaças ou simplesmente sumia.
Meu pai, geralmente tão estrategista e implacável, começava a perder opções. A frustração estampava seu rosto. Ele sabia que minha irmã era uma cópia exata dele. Tudo o que ela fazia, ele um dia já havia feito. Era como assistir ao reflexo de si mesmo, mas sem controle.
— E se trouxéssemos alguém de volta? — sugeriu Rebekah, enquanto o silêncio preenchia o ambiente.
— Não podemos trazer Hayley de volta. — respondeu Elijah, a voz grave e definitiva.
— E Camille? — perguntou Freya, pegando todos de surpresa. Meu pai se enrijeceu no mesmo instante.
— Camille?
— Choe e Camille tinham uma conexão especial. Vocês se lembram? Elas eram como mãe e filha.
Rebekah concordou, cruzando os braços. — Freya tem razão. Enquanto Hope estava sempre com Hayley, Choe preferia estar com Camille.
Meu pai soltou uma risada amarga, cheia de dor. — Choe nem deve lembrar quem Camille é. Hope também não se lembra.
— Isso não é verdade. — disse Freya, a voz suave, mas firme. — Camille era uma figura materna para Choe. Passavam horas juntas. Se há alguém que pode quebrar essa barreira na cabeça dela, é Camille.
— Não sabemos nem onde ela está. — disse Marcel, sempre prático. — Ela pode estar viva ou morta, por tudo o que sabemos.
"Camille..." O nome dela ecoava na minha cabeça. Eu ouvi tantas histórias sobre ela. Aurora de Martel a matou, transformando-a em vampira. Meu pai a amava, mas ela morreu. Mais tarde, foi ressuscitada, mas decidiu partir. Não conseguiu suportar estar perto da nossa família novamente.
— Não podemos pedir isso a ela. — murmurou meu pai, como se estivesse tentando convencer a si mesmo.
— É pela Choe. Ela vai ajudar. — respondeu Freya.
— Precisamos de algo dela. Algo que nos ajude a localizá-la e enviar uma mensagem. — disse Rebekah.
Meu pai ficou em silêncio por alguns segundos. Então, sem dizer uma palavra, ele subiu as escadas. Minutos depois, voltou com uma jaqueta de Camille que estava no quarto da minha irmã. Junto à jaqueta, entregou uma foto de Choe ao lado de Camille, tirada anos atrás.
Freya colocou os itens no centro de um círculo de runas, murmurando palavras de um feitiço em voz baixa. O ar ao nosso redor ficou pesado, e uma energia estranha tomou conta do ambiente.
Depois de três dias de silêncio, finalmente tivemos uma resposta.
— NIK! — o grito de Freya ecoou pela casa, me acordando no susto.
Levantei apressada, puxando um casaco para me cobrir antes de abrir a porta. As vozes ecoavam do andar de baixo.
— Camille? — a voz do meu pai estava repleta de incredulidade.
Desci as escadas com cuidado, mas ao chegar ao pé delas, vi uma mulher loira. Seus olhos eram claros, e sua presença parecia acalmar o ambiente, mesmo diante de tanta tensão.
— Onde está Choe? — ela perguntou diretamente, sem rodeios.
— Não sabemos. — respondi antes que qualquer outro pudesse dizer algo.
Ela me olhou e sorriu suavemente, apesar da preocupação em sua expressão. — Hope... É bom te ver. Pena que seja nessas circunstâncias.
Meu pai parecia confuso, ainda tentando processar o que estava acontecendo. — Eu não sabia se você viria.
Camille ergueu o queixo, o olhar determinado. — Estamos falando de Choe. Ela é como uma filha para mim. Eu daria minha vida por ela. Então, vamos encontrá-la. Vamos lembrar àquela tribida teimosa quem ela realmente é.
Sua voz tinha uma força que quase me fez acreditar que tudo poderia ser resolvido. Talvez Camille pudesse mesmo trazer Choe de volta.
[...]
Com a chegada de Camille, algo mudou na casa. Ela trouxe uma nova energia, uma esperança que parecia perdida. Começamos a traçar um plano.
Choe estava mais perigosa do que nunca, e Camille sabia disso. Ela insistia que precisávamos de paciência e estratégia. Para alguém que tinha enfrentado tantas perdas, Camille ainda parecia enxergar o melhor nas pessoas.
— Ela está magoada, Nik. Está perdida, mas isso não é permanente. Choe ainda está lá. Eu vou trazê-la de volta.
Eu queria acreditar. Eu precisava acreditar.
Camille era nossa última esperança. E, pela primeira vez em dias, senti que talvez não fosse tarde demais para trazer minha irmã de volta para casa.