𝗧𝗛𝗘 𝗜𝗠𝗣𝗘𝗥𝗙𝗘𝗖𝗧 𝗦𝗜𝗦𝗧𝗘𝗥𝗦, legacies
➥【𝑪𝒉𝒐𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏 𝒂𝒏𝒅 𝑯𝒐𝒑𝒆 𝑴𝒊𝒌𝒂𝒆𝒍𝒔𝒐𝒏】
⇾Quando hollow entrou na vida dos Mikaelson eles tiveram que tomar a decisao mais dificl de suas vidas, que foi separar as suas lind...
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「França 」 𝗖𝗛𝗢𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡
Semanas se passaram desde que eu e meu pai chegamos à França. Supostamente, a viagem deveria ter sido divertida — passeios pela Champs-Élysées, tardes no Louvre e noites regadas a histórias antigas sobre nossa família. Mas nada disso aconteceu. A verdade é que viemos aqui atrás de uma bruxa que afirmava possuir um “recipiente” capaz de aprisionar o Hollow.
Minha mãe e meu pai sempre foram contra usar artifícios externos para lidar com a magia do Hollow. Mas, com o passar dos anos, a força dela começou a me afetar de maneiras inesperadas, deixando meu pai cada vez mais preocupado. Klaus teme que o Hollow me destrua por completo ou me empurre para a morte antes da hora, fazendo com que eu renasça como vampira. E isso, segundo ele, é algo que ele nunca permitiria.
Finalmente, marcamos o encontro com a bruxa. Meu pai, como sempre, estava desconfiado, seu olhar carregado de cautela. “Não se pode confiar em bruxas”, ele dizia com frequência. “Exceto nas da família Mikaelson.” Apesar disso, seguimos em frente.
A mulher entregou a nós uma caixa de aparência antiga, acompanhada de um livro repleto de feitiços empoeirados e, aparentemente, esquecidos pelo tempo. Assim que a troca foi concluída, meu pai ligou para minha mãe. Era hora de voltar para Mystic Falls e buscar a ajuda das gêmeas Saltzman.
— Hayley, — disse ele, com a voz grave no telefone. — A bruxa nos deu o livro e o recipiente. Vamos precisar de Mystic Falls para testar como isso funciona.
— Está bem, Klaus. Eu já avisei a Hope. Ela está arrumando as... — A voz da minha mãe foi abruptamente cortada por outra.
— Não, pai, eu não quero ir embora! — a voz da Hope explodiu do outro lado da linha.
Meu coração apertou ao ouvir a voz da minha irmã gêmea.
— A vida da Choe é perfeita! Eu quero essa vida para mim! — gritou Hope, o desespero evidente em cada palavra.
— Hope... — Klaus tentou falar, mas minha mãe tomou o telefone novamente, encerrando a discussão.
Fiquei em silêncio do lado de fora da porta, ouvindo cada palavra. Não era a primeira vez que minha irmã demonstrava ressentimento em relação a mim, mas ouvir aquelas palavras em voz alta era como levar um soco no estômago.
Depois que Klaus desligou, ele veio até mim. Ele sabia que eu estava ali, espionando.
— As palavras dela te machucaram, não foi? — perguntou ele, com a voz mais suave do que de costume.
— Talvez um pouco. — admiti, desviando o olhar. — Mas eu entendo. Ou pelo menos tento.
No dia seguinte, embarcamos de volta para Mystic Falls. No caminho para o aeroporto, uma garotinha de olhos azuis passou por mim.
— Senhorita, isso é para você. — disse ela, estendendo uma pulseira simples, mas delicada.
Aceitei o presente com um aceno de cabeça e um sorriso. Algo nela parecia... diferente. Mas não quis ser rude ou levantar suspeitas.
Durante o voo, acabei adormecendo, mas a imagem da garotinha e seus olhos profundos continuavam a me assombrar. Quem era ela? E por que me deu aquela pulseira?
Quando chegamos a Mystic Falls, algo parecia errado. A cidade, sempre tranquila, agora estava coberta por nuvens escuras. Ventos fortes sacudiam as árvores, e uma chuva pesada começou a cair. Aquele não era o clima típico de Mystic Falls, mas decidimos ignorar.
Assim que entramos no terreno da Escola Salvatore, fomos recebidos por Lizzie Saltzman, que veio correndo em minha direção.
— CHOE!! — gritou ela, me abraçando com tanta força que quase perdi o equilíbrio.
— Também senti muita saudade, Lizzie! — respondi, retribuindo o abraço.
Mas Lizzie logo se afastou, seu olhar preocupado voltando para o céu.
— Talvez tenhamos um problema... — disse ela, sua voz carregada de incerteza.
— Não me diga que a Hope ainda está aqui. — brinquei, mas a expressão no rosto de Lizzie e do meu pai me fez congelar.
Antes que alguém pudesse responder, minha mãe surgiu, correndo em nossa direção.
— Klaus! — gritou Hayley, ofegante, mas ainda autoritária como sempre. Seus olhos encontraram os meus, e eu sabia que algo estava prestes a acontecer.
Não esperei que ela explicasse. Eu sabia onde encontrar Hope.
Entrei na escola, meu pai, as gêmeas e até Caroline Forbes seguindo atrás de mim. Minhas botas ecoavam pelos corredores enquanto subia as escadas em direção ao meu quarto. E lá estava ela.
— Hope. — minha voz saiu firme, mas carregada de emoção.
Ela se virou para mim, os olhos brilhando de frustração e lágrimas contidas.
— Você tem que ir embora. — falei, tentando manter a calma, mesmo quando o vento do lado de fora começou a ficar ainda mais forte.
— Não! Eu quero ficar com o papai! Quero viver a SUA vida! — gritou ela, sua voz cheia de raiva.
— Tá bom, Hope. Coloca tudo pra fora! — retruquei, exasperada. — Fala logo o que tanto quer dizer!
— Quer saber, Choe? Não bastava você ser a primogênita, a tríbida original, a Mikaelson mais poderosa! — Hope começou a rir de forma amarga enquanto lágrimas escorriam por seu rosto. — Você também tinha que roubar o papai de mim! POR QUE VOCÊ NÃO MORRE?
A sala inteira ficou em silêncio. Até o vento parecia ter parado por um momento.
— Já chega, Hope! — minha mãe gritou, entrando no quarto com meu pai logo atrás.
Mas eu não deixei barato.
— Quer saber, Hope? Sim, eu sou tudo isso. Mas pelo menos eu não sou ingrata. — me aproximei dela, minha voz firme. — Se eu tivesse o tempo que você tem com a mamãe, eu aproveitaria. Você tem noção de como essa situação é difícil para todos nós? ENTÃO PARA DE PENSAR SÓ EM VOCÊ!
— Choe, chega! Não vale a pena. — Lizzie tentou intervir, mas eu já estava fora de mim.
— Tirem ela daqui. — disse, olhando diretamente para os meus pais. — Se não, eu mesma vou tirá-la. E vai ser morta.
Dei as costas para Hope e saí, minhas mãos tremendo de raiva. Eu a amava, mas ela estava testando os meus limites. E se eu já fosse vampira... bem, talvez ela não tivesse tanta sorte da próxima vez.