07| New Orleans

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「New Orleans 」𝗖𝗛𝗢𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡

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「New Orleans 」
𝗖𝗛𝗢𝗘 𝗔𝗡𝗗𝗥𝗘𝗔 𝗠𝗜𝗞𝗔𝗘𝗟𝗦𝗢𝗡

Depois de uma longa viagem, finalmente chegamos a Nova Orleans. A visão da cidade trouxe uma enxurrada de memórias. Cada rua, cada prédio, parecia congelado no tempo, como se o universo tivesse se recusado a seguir em frente sem mim. Tudo estava exatamente como eu me lembrava.

Mas eu não podia me perder na nostalgia. Eu tinha uma missão a cumprir, e cada segundo era precioso. Assim que chegássemos à casa, teria que agir rápido. Todos os Mikaelsons já estavam desmaiados na sala de estar, e meu pai seria o próximo.

Quando cruzamos a porta, vi um sorriso nostálgico surgir no rosto dele. Klaus amava aquela cidade, aquela casa. Era onde tudo começou para nossa família, onde o peso de ser um Mikaelson parecia mais suportável. Mas o sorriso desapareceu tão rápido quanto surgiu ao ver os corpos inertes de nossa família espalhados pelo chão. Ele mal teve tempo de reagir antes de cair, desmaiado, assim como os outros.

Respirei fundo, tentando acalmar o tumulto em meu coração.

— Olá, minha querida sobrinha. — A voz de tia Freya me chamou de volta à realidade.

— Eu estava com saudades. — falei, envolvendo-a em um abraço apertado. Por um momento, senti um pouco de conforto, mas a sensação foi rapidamente interrompida.

O vento começou a soprar com força do lado de fora, e o céu mudou de azul para um vermelho vibrante e ameaçador. Era como se a própria cidade estivesse reagindo à magia que prestes a ser usada.

— Acho melhor nos apressarmos. — disse tia Freya, a preocupação evidente em sua voz.

Assenti, sentindo a tensão aumentar. Tudo parecia acontecer em um turbilhão. O tempo parecia se esticar e se contrair ao mesmo tempo. Mas finalmente conseguimos posicionar cada um dos Mikaelsons. O ritual estava pronto.

— Eles já estão nas posições. — anunciou Freya, abrindo os olhos após uma última verificação.

— Tem certeza? — perguntei, meu coração pesado de dúvidas.

— Sim, minha querida sobrinha. Mas seu pai está um pouco... irritado. — disse ela, tentando esconder um sorriso.

— Claro que está. Ele nunca aceita ser colocado de lado. — respondi com um sorriso fraco, tentando conter as lágrimas que começavam a se formar.

— Choe, você tem certeza? — perguntou Freya, sua voz carregada de preocupação.

— É pela nossa família. Então, sim, eu tenho certeza. — disse, limpando as lágrimas que já escorriam pelo meu rosto.

Ela segurou minha mão, hesitando.

— Você não precisa fazer isso. Podemos encontrar outra solução.

— Nós duas sabemos que não existe outra solução, tia. — retruquei, tentando soar confiante, embora sentisse meu coração se apertar com o peso do que estava prestes a fazer. — Vai dar tudo certo. Eu prometo.

Freya assentiu, embora a preocupação não tivesse deixado seus olhos.

Em poucos minutos, Freya começou a canalizar a magia. Cada palavra do feitiço parecia pesar mais do que a anterior, mas eu mantive a cabeça erguida. A energia ao nosso redor era intensa, como se o ar estivesse sendo arrancado de nossos pulmões.

Sentia cada fragmento de poder fluindo para dentro de mim, uma corrente avassaladora que queimava e esmagava ao mesmo tempo. Mas então algo estranho aconteceu. Parte da magia ficou presa em meu pai e em Elijah.

— Freya, o que está acontecendo? — perguntei, minha voz fraca pela dor.

— A magia deles está... resistindo. Está presa. — Freya tentou mais algumas vezes, mas sem sucesso. — Vai sair sozinha, aos poucos. Não podemos forçar.

Eu assenti, tentando me concentrar. Sabia que isso era um risco, mas não havia mais tempo para hesitar.

— Agora! Termine o feitiço! — gritei, com o pouco de força que me restava.

Freya pronunciou as palavras finais, e, de repente, fui atingida por uma força invisível. Era como se uma onda me empurrasse para trás, arrancando o chão sob meus pés. Caí no chão com violência, o mundo ao meu redor escurecendo rapidamente.

Antes de perder a consciência, ouvi a voz de Freya chamando meu nome.

— Choe? Choe! Fique comigo!

Mas já era tarde demais.

[...]

Quando abri os olhos, estava em um lugar desconhecido. Tudo era escuro, vazio, como se o mundo tivesse perdido suas cores. Não havia sons, exceto pelo som de minha própria respiração.

— Onde estou? — murmurei, tentando me levantar.

Caminhei, ou pelo menos achei que estava caminhando, sem direção, até que uma figura apareceu à minha frente, de costas. Meu coração acelerou. Mesmo sem ver o rosto, eu sabia quem era.

— Mãe?

Minha voz saiu como um sussurro, quase inaudível.

A figura se virou lentamente, e lá estava ela. Hayley Marshall. Minha mãe. Ela parecia tão real, tão viva, que meu coração se apertou.

— Choe. — disse ela, com um sorriso suave.

As lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto enquanto eu corria em sua direção.

— Mãe! É você? Você está aqui?

— Estou aqui, minha menina. Estou aqui. — respondeu ela, abrindo os braços para me receber.

Me joguei em seus braços, sentindo o calor de seu abraço. Mas, no fundo, sabia que aquilo não era real.

— O que está acontecendo? Onde você está? — perguntei, minha voz cheia de desespero.

— Choe, eu sempre estive com você. E agora... você precisa ser forte. O que você fez foi um grande sacrifício. Mas ainda não acabou.

Eu me afastei, confusa.

— O que quer dizer? O que está acontecendo?

Ela tocou meu rosto com suavidade, seus olhos cheios de amor e tristeza.

— Você precisa lutar, minha menina. O futuro da nossa família está nas suas mãos.

E antes que eu pudesse responder, tudo desapareceu novamente.

THE NOT PERFECT SISTERS, legaciesOnde histórias criam vida. Descubra agora