Fomos em silêncio o caminho todo para casa. Eu não tirava da cabeça o que a Carla falara. Já dentro do elevador, Tomás me abraçou e recostei minha cabeça no seu peito. Ficamos assim até o elevador parar no nosso andar. Fomos abraçados até a porta e ele pegou as chaves da minha mão para abrir a porta.
- Vem, um banho vai te ajudar a relaxar.
Falou e me levou até o meu quarto.
- Vou te deixar relaxando e vou tomar um banho também no outro banheiro. Qualquer coisa só me chamar.
Dei um beijo nele, agradecendo o cuidado. Ele nunca forçava a barra e eu adorava isso nele, mas hoje, eu não reclamaria se ele tentasse alguma coisa. Eu o queria perto. A sugestão da Carla não saia da minha cabeça. Eu queria sentir ele, sentir seu corpo perto do meu, suas mãos em mim e esquecer de tudo de ruim que já aconteceu.
Eu só havia dormido com dois homens em toda a vida. O Breno e um outro homem que conheci um pouco depois que as crianças nasceram. Saímos por quase 6 meses, mas não deu certo. Depois disso, mesmo eu tendo saído com alguns homens, nunca aconteceu. Eu peguei as minhas coisas e fui para o banheiro. Escutei ele fechando a porta do banheiro social e comecei a tirar minha roupa, mas antes de ligar o chuveiro eu parei.
Eu queria o Tomás. Estava apaixonada por ele e queria ele. Então por que estava me segurando? Sempre quando o clima esquentava estávamos perto das crianças então nada poderia acontecer, mas hoje poderia. Mandei uma mensagem para a Carla perguntando se os meninos poderiam ficar com eles e na mesma hora ela me respondeu que sim e segundos depois chegou outra mensagem dela me mandando aproveitar pois eu merecia e com um emoticon de safada no final.
Sorri para o celular, mandando um obrigada para ela. Peguei meu roupão e sem me incomodar em me vestir novamente saí do banheiro e fui até onde o Tomás estava, torcendo para ele não ter trancado a porta, eu queria um banho relaxante com ele. Toquei na maçaneta e para minha sorte a porta não estava trancada. A abri devagar e o vi do outro lado do vidro, de costas para a porta.
- Oi!
Ele se virou, passando a mão pelo rosto, um pouco surpreso.
- Oi! Tudo bem?
Entrei no banheiro e fechei a porta atrás de mim.
- Sim, está. Eu só pensei que... que poderíamos tomar banho juntos.
Nossa, eu estava mesmo sem prática nisso. Minhas mãos suavam de nervoso.
Tomás abriu um sorriso.
- Acho que assim será muito mais relaxante.
Ele abriu a porta de vidro me convidando para me juntar a ele. Tirei meu roupão e entrei. Ele me olhou dos pés à cabeça, mas não disse nada, deu dois passos para o lado me levando para debaixo do chuveiro. A água estava morna, quase fria, me fazendo arrepiar.
Ele se aproximou, passando suas mãos pelos meus braços.
- Posso te lavar?
Sua voz estava rouca e eu apenas concordei com a cabeça. Ele se virou para pegar o sabonete, esfregou em suas mãos fazendo espuma e o colocou de volta no lugar. Voltou na minha direção e começou passando as mãos pelos meus ombros.
Ele esfregava a espuma como se estivesse me massageando. Ficou pouco tempo no meu ombro antes de descer, passando primeiro nas minhas costas. Como ainda estávamos de frente um para o outro ele se encostou em mim. Pude sentir seu membro duro encostado no meu ventre. Encostei meu rosto no seu peito e fiz uma coisa que estava com vontade a muito tempo, lambi seu peito, sentindo seu gosto e escutei ele gemendo.
Tomás se afastou, pegando o sabonete para fazer mais espuma e quando voltou, foi a vez dos meus peitos serem lavados. Ele passava as mãos por eles, as vezes apertando o bico as vezes apenas os esfregando com mais força. Fechei os olhos para aproveitar as sensações que ele estava me provocando. Minhas pernas estavam ficando moles.
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De volta para casa
RomanceTraída e humilhada pelas pessoas que ela mais amava e confiava, Bianca precisou fugir para sobreviver. Mas agora, para iniciar uma nova vida era preciso voltar ao lugar que chamou de lar e devolver tudo o que recebeu.
