Bloco de Notas

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Ontem a chuva não demorou a cair
(...)
Gostaria que ela pudesse lavar minha alma e levar para longe os meus medos.

Gostaria de amar intensamente outra vez.
Mas como se ainda sinto aquelas mãos apertando minha garganta?
Sugando toda minha energia vital...

Sua voz que um dia sussurrou juras de amor ao meu ouvido e fez cócegas no meu coração...

Se transformou como um raio, ferindo minha autoestima.
Sua prepotência...
Fez evaporar cada gota de amor que um dia lhe dediquei.

Restaram apenas os entulhos após a tempestade...

Aliás essa é uma boa definição para nossos 10 anos juntos!

O problema é que quando se vive muito tempo em uma tempestade, a gente aprende a conviver com o estado febril, sabe.
E passa a desconfiar de qualquer brisa suave,
porque ela parece uma ilusão.

Aqueles olhos bonitos de ontem me lembram uma brisa suave após a tempestade.

Mas que pena,  minha alma ainda guarda memórias dos dias frios,
meu coração ainda é um amontoado de flagelos...

Então eu tive que fugir.
Fugir pareceu mais seguro.

Diane Fiore.

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