A destemida Mari. As amigas decidiram visitar o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, optando pela van oficial para evitar contratempos como atrasos ou dificuldades com estacionamento. Apesar de serem turistas e Gaby já conhecer os pontos turísticos, consideraram essa a melhor opção.
Com o sol ainda não em sua plenitude, escolheram visitar o Cristo primeiro. Chegaram cedo à Praça do Lido, embarcaram na van oficial e partiram para o destino mais comentado nos últimos dias. Gaby havia adquirido os ingressos online com antecedência, o que as deixou tranquilas, especialmente com o clima favorável.
A emoção de ambas era nítida, expressão de felicidade, em cada curva do percurso viviam alguns momentos de euforia como boas turistas, em outros faziam silêncio enquanto se deslumbravam diante da vista perfeita, o verde da vegetação e a imensidão da água a sumir de vista.
A parte mais emocionante como se previa, foi chegar ao topo, aos pés do cristo, Diane ajoelhou-se e chorou sem emitir sons, apenas lagrimas desceram de seus olhos naquela conexão impar com o criador, depois naturalmente pousou para câmera que estava mirando-a atrás dos vibrantes olhos de Mari, que comemorou jogando beijinho ao ar, como se houvesse captado a alma de sua amiga naquela imagem, na verdade, tinha.
Elas fizeram lindos registros ali, apreciaram a vista e conseguiram se desligar da realidade... não demorou muito e Mari já se interessou por um dos turistas da van, quando as meninas se deram conta ela já estava agendando o número do celular dele.
— Mari... — respondeu Gaby.
— Veja, sou adulta, está bem? Não farei nada que nos coloque em perigo, fique tranquila.
— Mari...
— Você também, Gessiane? Gente, o Marcelo é de Joinville. Ele é só um amigo fotógrafo, uma questão de trabalho.
— Então, você já conhecia o Marcelo, Mari?
— Mais ou menos, Diane. Já conversamos pelo Facebook, nada de mais.
— Que coincidência encontrá-lo aqui, o mundo é mesmo pequeno! Desculpe.
— Sem problemas, Gaby.
Quando o silêncio se instalou, cada uma procurando por um refúgio no horizonte, o clima ainda era tenso. Notava-se um desconforto no rosto de Mari, como se tivesse sido injustamente acusada de algo, Gaby parecia ter demonstrado um cuidado excessivo, como se não confiasse no discernimento de sua amiga, Gessiane estava agora distante, como se Divinópolis a tivesse absorvido de volta, e Diane observava a paisagem como se buscasse algo ainda não revelado.
— Olá! Mari, posso me apresentar às suas amigas?
O silêncio incômodo foi quebrado, e todos os olhares se voltaram para Mari, que, pela primeira vez, parecia não ter nenhuma reação espontânea.
— Olá Marcelo, sou a Gaby, prazer em conhecê-lo!
— Gessiane, prazer!
— Diane! Então você é de Joinville?
— Sim, moro lá há algum tempo, mas também sou de Divinópolis!
Marcelo estava ao lado de Mari, olhando-a de maneira doce. Ele era um rapaz atraente, alto, com barba escura, cabelos crespos e pele morena, olhos castanhos dourados.
Mari parecia estranha, com uma calma exagerada na voz e, ao mesmo tempo, respiração ligeiramente ofegante. Diane piscou para Gaby, que entendeu a mensagem imediatamente.
— Mari, você poderia me emprestar a câmera por alguns minutos?
— Claro, Diane, mas...
__ Marcelo, você poderia fazer companhia para Mari enquanto tiramos umas fotos nossas? Compactuou Gaby.
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O Poder da Noite
Romance"Quando as luzes da cidade se apagam, acendem as estrelas dentro de mim" O Poder da Noite, é uma estória de laços fortes de amor e amizade, narrativas de noites longas de insônia, reflexões e superação. Diane Fiore é uma dessas pessoas cuja vida se...
