Dianne
Copacabana, 2014.
Dianne ainda estava indecisa sobre qual carreira seguir, realizando trabalhos temporários e, ocasionalmente, recorrendo à sua poupança. Júlia, com formação em ciências contábeis, oferecia seus serviços a empresas locais e vizinhas e, recentemente, foi chamada para trabalhar para a prefeitura; sua competência era indiscutível, apesar dos laços de seus pais com o prefeito Ruy Morales.
Mary, redatora, atuava no jornal local e colaborava como colunista em revistas eletrônicas. Seu blog, "Dicas da Mary", refletia sua paixão por moda, onde ela explorava as últimas tendências e as transformações comportamentais no mundo feminino.
Para cada uma delas, a viagem tinha sua importância particular. Gaby, buscando descanso, enfrentava uma rotina intensa na clínica "Maria Da Paz" e, embora amasse sua profissão, sentia a necessidade de recarregar as energias.
Mary, a aventureira, desejava aproveitar cada instante com a paixão que emanava de seu ser. Caso a vida não lhe oferecesse emoções espontâneas, ela criava suas próprias aventuras românticas, defendendo ideias como "a felicidade é construída por nós mesmos" e "a vida é curta, devemos buscar a felicidade".
Júlia ansiava por momentos de tranquilidade, longe da pressão de ter que escolher entre internar Renato em uma clínica psiquiátrica ou deixá-lo, já que a convivência se tornava cada vez mais difícil.
Dianne, tinha nos olhos a chama do recomeço, aquela viagem significava um mergulho na parte boa de seu passado, o reencontro do quarteto fantástico. Ela sabia que suas amigas lhe permitiam uma conexão indescritível com o mundo, extraíam metade do peso que carregava no peito, a saudade, a dor presente em cada lembrança.
A caminhada nas calçadas de Copacabana em sincronia, os passos na areia da praia com as sandálias nas mãos, em cada centímetro que seus olhos apreciavam, a sua alma se tornava mais suave e seu coração sentia uma energia estranhamente incrível, misturada com aquela paz que há tanto tempo não sentia.
— Então, meninas, o que estão achando do hotel "Astoria Copacabana"? Perguntou Gaby, responsável pelas reservas do hotel.
— Não é um hotel cinco estrelas, mas é confortável e acessível. Também gostei do atendente — respondeu Mari com sua espontaneidade habitual, seguida de piscadelas.
— Gostei da vista! — exclamou Júlia, um pouco mais descontraída.
— Meninas, o hotel parece ótimo, mas estou ansiosa mesmo é pelo nosso tour pela cidade — disse Dianne, com sua doçura característica e um entusiasmo que deixou Gaby muito contente.
— Meninas, vamos descansar esta noite. Amanhã, às sete, descemos para o café da manhã e nosso tour começa às oito. Combinado?
Todas concordaram, admirando a liderança de Gaby. Por volta das duas da madrugada...
— Gaby... Você já dormiu? — cochichou Diane.
— Está tudo bem, Di?
— Vamos descer um pouco? Estou meio sem ar aqui...
— De pijama?
— Não, né... Troca rapidinho.
— Estava brincando, sua boba!
Dez minutos depois...
— Então, o que você quer fazer?
— Moço, podemos ir para a área da piscina agora?
— Sim, podem — respondeu o recepcionista com simpatia.
— Ela só quer tomar um ar fresco — tranquilizou-o Gaby.
— Ei, eu estava pensando em me jogar na piscina!
— Hum, agora só se for sem roupa, querida — disse Gaby, sorrindo.
— Obrigada por vir comigo, amiga. Não queria incomodar as meninas.
— É, você me deve uma! Conte-me o que houve com você.
— Não sei, amiga, um aperto imenso veio de forma inesperada e pareceu querer sufocar minha garganta.
— Você está escondendo algum problema de mim, Diane?
— Claro que não, Gabryella! Você descobriria se eu tentasse...
— Então deve ser ansiedade da viagem?
— Pode ser... Vou ficar bem, não se preocupe, está bem?
— O que você está fazendo, maluca?
— Ah, Gaby, só um banho gelado para acalmar as ideias.
— E se aparecer alguém, sua doida?
— Xi! Aposto que já viram uma turista sem roupa antes.
— Ah, droga! Lá vai eu embarcar na sua. Rafael me mata se souber que fiz isso.
Após alguns minutos, elas saíram da piscina e ficaram conversando até o amanhecer. Ao voltarem para o quarto, encontraram as outras meninas ainda dormindo. Diane sentiu-se aliviada, pois não desejava causar constrangimento ou ciúmes; ela apenas se sentia mais próxima de Gaby, como era de costume.
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O Poder da Noite
Romance"Quando as luzes da cidade se apagam, acendem as estrelas dentro de mim" O Poder da Noite, é uma estória de laços fortes de amor e amizade, narrativas de noites longas de insônia, reflexões e superação. Diane Fiore é uma dessas pessoas cuja vida se...
