Minhas pernas estavam tremendo e eu nem precisava sair da cama pra perceber ,isso, porém, não foram as pernas dormentes ou a ponta de colica que me incomodaram e sim olhar para o lado e não ver Christopher ali.
Levantei o tronco e cocei os olhos a fim de acordar. Fui até o banheiro e aproveitei para me arrumar, ainda nenhum sinal de Chris. Meu corpo tinha algumas manchas e meu cabelo estava embaraçado e desgrenhado. Tomei um banho rápido e vesti uma camisa larga. As roupas de Chris não estavam mais no quarto, nem no banheiro, nenhum sinal dele. Senti meu coração apertar, não era isso que eu esperava. Fui até a sala ainda desolada esfregando o próprio rosto para acordar.
— Não acredito que ele foi embora...
— Quem foi embora? — gritei alto e cai no sofá, Chris me encarou em dúvida.
— Que porra, qual é seu problema?! — ele riu, estava com a mesma calça de ontem mas sem nenhuma camisa, na mão direita um copo de iogurte e na esquerda um prato com biscoitos.
— Bom dia! — formei um biquinho e me encolhi no sofá. Ele deixou tudo em cima da mesa de centro e se sentou atrás de mim, me abraçando o mais apertado possível enquanto beijava minha nuca — Achou que eu tinha ido embora?
— Sim... — ditei com um certo tom de manha na voz apenas para ganhar mais beijos e foi o que consegui.
— Eu preparei um café da manhã pra você, precisa repor suas energias. — Sorri baixinho e pude ouvir Chris sorrir também. Não demorou para que esticasse o corpo e enfim pegasse o prato com biscoitos, mordisquei um e não demorou para que Chris também fizesse o mesmo.
Estavamos sentados, abraçados, sua mão acariciava minha coxa e minhas costas estavam coladas ao peito dele, um filme passava na televisão e tudo parecia simplesmente perfeito. A muito tempo não me sentia em paz com alguém assim, Chris parecia ter um controle sob minhas emoções que nem mesmo eu conhecia. O silêncio com ele era mais do que acolhedor, quando os biscoitos acabaram ele voltou a apoiar o rosto em meu ombro e abraçar minha cintura.
— O que vamos fazer agora...? — ele indagou, senti que a pergunta não era sobre o que faríamos no restante do dia mas tentei fugir de uma resposta tão complexa.
— Você... — Virei minimamente o rosto para ele — pode ficar aqui o resto do dia, o que acha? Podemos passar um tempinho a mais sozinhos, já que não fizemos isso a um tempo...
Ele sorriu, como sempre fazia, torceu a pontinha do nariz e me roubou um selinho demorado.
— Tudo bem, eu fico — poderia ficar ali por horas só ganhando carinho e era o que eu iria fazer, porém, a campainha tocou — Está esperando alguém?
—Não... — me encolhi, não queria levantar — Podemos fingir que não estou pra ver se a pessoa vai embora...
Chris riu alto e me empurrou.
— Para com isso, pode ser importante — formei um biquinho irritado mas ele continuou me empurrando enquanto me xingava baixinho.
Depois do quarto toque desisti e me levantei, estava apenas com uma camisa larga, algumas marcas da noite passada e o cabelo preso, porém, não estava esperando ninguém importante, a síndica ou o Minho, tanto faz.
Abri a porta e assim que levantei o olhar quis fechá-la.
— Oi... — Não, tudo menos ele. — Queria conversar um pouco... — Yeonjun, parado na porta com um buque de rosas na mão e um olhar de cachorro perdido, meus lábios se abriram várias vezes mas meu corpo estava paralisado — Posso entrar?
Ele deu um passo a frente e por instinto fechei um pouco a porta, me colocando entre o apartamento e o corredor. Ele me olhou assustado, coçou a nuca e enfim reparou em mim dos pés a cabeça, senti meu corpo ferver quando um olhar duvidoso surgiu em seu rosto.
— Posso entrar? — perguntou de novo.
— Não. — respondi — O que quer aqui, Yeonjun?
— Eu só queria conversar... — Ele voltou a sorrir sem graça e estendeu o buque, o fitei de cima abaixo com desdém — Sabe, quando aquilo aconteceu nós não tivemos tempo de conversar a sós...
— Aquilo? — um riso debochado escapou — Você me trair foi só um simples acontecimento?
— Eu sei que errei, fui um idiota, eu só quero conversar com você, expor o que houve e pedir que... mesmo que não seja como antes, possamos tentar de novo.
Meu olhar mudou para fúria e raiva de uma só vez, a porta se fechava um pouco mais a cada palavra dele e eu só torcia para que não me descontrolasse a ponto de espancar aquele garoto.
— Tentar de novo? Sai logo daqui, eu já disse que não quero falar com você sobre nada, me esquece e não volta mais aqui. — entrei e empurrei a porta, porém ela não fechou, o pé de Yeonjun ficou entre ela e rapidamente ele a empurrou.
— Por que não me deixa entrar? — Sua feição havia mudado e agora eu estava genuinamente assustada, empurrei a porta de novo mas ele segurou com a mão, dei alguns passos para trás e ele entrou no apartamento, mais um passo e senti algo atrás de mim, os olhos de Yeonjun subiram rapidamente e ardendo em fogo.
— Ela disse pra ir embora. — Chris, por um momento esqueci que ele estava ali. — Vai sair ou preciso te apagar de novo?
Yeonjun riu debochado, soltou a porta e encarou Bangchan, que em nenhum momento descolou o corpo do meu.
— O que tá fazendo aqui?
— O que isso te importa? Vai embora.
— O que ele tá fazendo aqui, Sam?
— Já disse pra ir, se não sair por bem vou te tirar por mal.
— Que porra você tá pensando, garoto? É o cão de guarda dela por acaso? Sam, fala comigo.
Chris riu, dessa vez de uma maneira diferente de como sorria pra mim. Ele revirou os olhos e estralou o pescoço logo respirando fundo, Yeonjun o encarava irritado.
— Já chega, você ta me irritando... — Um passo e Chris estava a minha frente, Yeonjun o encarou e depois levou o olhar a mim, não era surpresa a ninguém o que ele pensaria, Chris apenas com sua calça e eu com uma camisa duas vezes maior que eu, o olhar de nojo de Yeonjun me irritou mas Chris já estava o empurrando porta a fora — é bom você sair e não voltar mais, a próxima vez que empurrar essa porta pode ficar tranquilo que dela você não passa.
— Você vai se arrepender... — Disse, com um tom assustador enquanto encarava a nós dois. Não demorou a sair pelo corredor.
Chris fechou a porta e parou a minha frente, fitava o chão com muita vergonha, ele segurou em minha cintura e levantei o olhar até ele.
— Tudo bem? — concordei baixinho, ele abaixou minimamente e beijou todo meu rosto com cuidado, me puxando para um abraço que resultou em subir em seu colo logo depois — Isso foi assustador, vamos conversar com Minho depois, okay? — concordei novamente e escondi o rosto na curvatura de seu pescoço.
Chris se sentou no sofá comigo ainda em seu colo, suas mãos grandes acariciavam minhas costas e vez ou outra ele deixava um beijo calmo em minha bochecha.
— Gosto de você cuidando de mim... — ditei baixo, pude ouvi-lo sorrir, busquei coragem e enfim disse — Gosto de você, Bang Chan...
A sala ficou silenciosa por alguns segundos, pude sentir o coração de Chris bater mais rápido mas não soube dizer se era o dele ou o meu.
— Eu também gosto de você, Sam...
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Love By Chance [FINALIZADA]
Fiksi PenggemarSamantha sempre teve uma vida calma e monótona, até descobrir a dor de uma traição. Acompanhe nesta história a vida e as grandes confusões que Sam e seu melhor amigo, Lee Minho, serão capazes de fazer por amor.
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