cilício

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ergo-me ao céu desnudo e penitente
em busca de respostas desvairadas
capazes de preencher este vazio eminente
que se encontra em minha alma emaranhada

se não as nuvens lá do alto, altivas e fortes
talvez as cores do alvorecer alumbrado
ou hei de prometer à minha sorte
os escombros de um sonho abarrotado

me ergo à vastidão como uma crente
como quem suplica ao divino o perdão
como quem se aferrolha nos martírios que sente

busco respostas nesta natureza crua
enquanto meu coração se arrefece, aos pedaços, na multidão
por crer que a alma da gente não se veste, morre nua
por dançar na batida dos sonhos, como uma loba
que fervorosamente uiva para a lua

poemas e conectomasOnde histórias criam vida. Descubra agora