eu já não tenho mais as respostas
porque já não possuo mais as mesmas perguntas
costumava buscar respostas em perguntas impostas
em indagações convenientes:
números, posições e identidades.
idades, aquisições e quantidades.
o que eu deveria ser, mas nunca o que eu realmente quis ser.
agora, eu não me pergunto mais sobre o que faço,
e imploro que também não me pergunte mais.
pergunte-me sobre o que sonho,
sobre o que quero ser.
não da vida,
mas na vida.
o que eu quero o que é genuíno,
a liberdade de poder ver além do que nos é ditado,
poder me apaixonar todos os dias pelas árvores
e pelo céu estrelado.
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poemas e conectomas
Poesíapoemas autorais, orgânicos e desestruturados, escritos sob ondas cimáticas
