minha linguagem do amor é compartilhar o que me deslumbra
estampar a visão que dilata minha pupila
poder oferecer as belezas que garimpo da vida
flores secas, matéria orgânica e rastros do céu
me comunico através de pincéis manchados
curiosidades e cognição
esculpindo em palavras corridas o que me instiga
expressar o sabor do toque que me tocou
as conexões perdidas da minha rede neuronal
não possuo palavras de amor assertivas
nem sei transmitir afeto entre dermes
mas compartilhar o que eu amo, o que me carrega o fascínio entre as sinapses
é minha mais legítima forma de amar
(pra sentir meu calor é preciso estar disposto a ouvir sobre a relação das escalas termométricas)
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poemas e conectomas
Poesiapoemas autorais, orgânicos e desestruturados, escritos sob ondas cimáticas
