E se Julie soubesse da existência do contrato de William e Fernando?
Mas do que isso, e se a forma de pagamento do empréstimo de William, isso é o casamento entre ela e Will fosse orquestrada por ela e não por seu irmão?
O que alguém é capaz de faze...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
_ Parceiro... Parceiro... –Desperto dos meus pensamentos com Juan me chamando e o encontro em pé próximo de mim. _ Estava com o pensamento longe. Em que pensava?
_ Em Julie. –Respondo ainda meio inerte.
Vejo um sorriso malicioso nascer em seus lábios, enquanto ele se senta ao meu lado.
_ Não assim, idiota. Acabei de ouvi-la dizer novamente que tenho bloqueios a respeito da sua deficiência.
_ Você já sabia disso. Qual a novidade?
_ A novidade é que quanto mais escuto isso, tanto dela quanto dos outros, mais temo que seja verdade.
_ E não acha que está na hora de ter uma certeza sobre isso?
_ Você concorda com ela, não é?
_ Não exatamente. Só acho que essa é uma possibilidade. Não me entenda errado, não estou dizendo que você é preconceituoso. Mas, ao mesmo tempo, nunca entendi o porquê do amor de Julie te perturbar tanto, porque, se fosse apenas por não sentir o mesmo, você deveria ser indiferente a ele e você não é. Além disso, não entendo o porque desse contrato te tirar tanto do eixo. É apenas um ano. O que você perde em usar esse tempo para descobrir o que sente por sua futura esposa?
_ Não é tão simples assim. –Desconverso não sabendo ao certo o que responder.
_ Acho que é sim. Só você que não percebe isso.
Nossa conversa é interrompida com volta de Julie e Letty do banheiro.
Minha futura esposa já não tinha qualquer vestígio de lágrimas nos olhos e está novamente perfeitamente maquiada e penteada.
_ Você já apresentou os nossos documentos originais em um dos guichês? –Pergunta se dirigindo a mim.
_ Não. Estava te esperando. Vamos? –Pergunto me levantando e tomando a direção de sua cadeira.
Seguimos até os guichês de atendimento e ambos apenas apresentamos os nossos documentos originais, pois, Julie já havia agendado nosso casamento civil, dias antes e assim, após a apresentação dos documentos, apenas voltamos a sala de espera com nossas testemunhas, sendo Letty a dela e Juan a minha.
Ⱳ
Enquanto esperávamos ser chamados, o silêncio entre nós dois é perturbador. Então, agradeço mentalmente, quando Juan, que continua ao meu lado, o quebra em voz baixa.
_ Tome. –Fala e me passa uma caixinha de veludo vermelho. _ Vocês vão se casar, o que significa que vão precisar de um par de alianças. –Explica quando pego a caixinha ainda confuso. _ Não pensou nisso, não é? –Adivinha sorrindo.
Nego com a cabeça, meio enciumado por ter sido ele a pensar nisso e não eu. São dois arcos dourados, o meu, o mais largo, incrustado com um J no centro envolta a um par de asas de anjos e o dela, o mais estreito, com um W também envolta a asas de anjo.
_ Julie, comentou comigo que vocês costumam ou costumavam se chamar de anjo. –Explica e volto a me sentir enciumado pelo fato de eles estarem se falando sobre detalhes do meu casamento com ela. Ela deveria estar falando disso comigo e não estar me dando um gelo.
Embora, eu mereça.
_ Não sabia que estavam se falando. –Comento em uma careta.
_ Você está com ciúmes?
Sou salvo da pergunta quando chamam os nossos nomes e sinalizam para entrarmos em uma sala privada na diagonal direita a da sala de espera em que estamos.
Levanto e tomo a direção da cadeira de Julie, a guiando para dentro da sala, enquanto Letty e Juan nos seguem.
Ⱳ
Já dentro da sala, ficamos diante de uma mesa, onde atrás dela estão o juiz e o escrivão.
Ambas as autoridades se apresentam, voltamos a apresentar nossos documentos originais e enquanto o juiz inicia um breve discurso, viramos de frente um para o outro e de perfil para ele.
E assim, faz a pergunta crucial.
_É por livre e espontânea vontade que ambos desejam se unir em matrimonio hoje?
Vejo receio e tristeza surgirem nas pupilas de Julie quando ele levanta os olhos e olha para mim.
Meu peito se aperta.
De repente, me pego, como ela, querendo pagar para ver essa nossa história.
_ Sim. –Respondo quebrando o silêncio.
Julie parece ficar instantaneamente aliviada. Meu coração dói por isso.
_ Sim. –Responde escondendo um sorriso.
_ Muito bem. As alianças, por favor.
Pego a caixinha que Juan havia me dado e que eu havia guardado no bolso, me ajoelhando diante dela e abrindo a caixinha diante dela.
Ela sorri emocionada e meu coração volta a pesar quando imagino que eu nem sequer tive a capacidade de eu mesmo comprar uma aliança. Com a consciência pesando, pego o arco dourado com a minha inicial e coloco na sua mão direita. Imitando os meus movimentos, ela faz o mesmo com o arco da inicial dela, colocando no dedo indicado da minha mão direita também.
E assim, após as assinaturas de nossas testemunhas, do juiz, do escrivão e as nossas, estamos casados.