E se Julie soubesse da existência do contrato de William e Fernando?
Mas do que isso, e se a forma de pagamento do empréstimo de William, isso é o casamento entre ela e Will fosse orquestrada por ela e não por seu irmão?
O que alguém é capaz de faze...
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Se passaram alguns dias desde o banheiro especial que dei em Julie. Desde de então, esse momento se tornou algo nosso, já que desde aquele dia, faço questão de banhá-la eu mesmo.
Mas hoje só irei fazer isso após a sessão de fisioterapia dela, porque, é um dia importante em seu tratamento e recuperação. Sem dúvida, ela vai precisar relaxar quando acabar.
Isso porque, é o dia do início do seu treino para voltar a ficar em pé em seu andador e se tudo ocorrer bem nessa fase, ela retomará a marcha nele em seguida. Assim, sua recuperação vai estar completa.
Por isso, como prometi a ela e a mim mesmo, vou ajudá-la com um obstáculo por vez e isso incluí preparar seu café da manhã, acordá-la, acalmá-la e oferecer a ela todo o carinho que vai precisar.
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Com um plano definido em mente, preparo o café da manhã dela, eu mesmo. Embora, nana tenha insistido em ajudar.
Após ele estar pronto, subo com a bandeja até nosso quarto e a equilibro para abrir nossa porta com cuidado. Com ela já aberta, a empurro com a bandeja, entro e a fecho com um chute.
Coloco a bandeja em cima da sua mesa e me viro para frente, a encontrando adormecida na cama. Imediatamente, tenho pena de acordá-la.
Mas sei que é necessário, então me aproximo em passos lentos de nossa cama e me sento próximo a cabeceira.
_ Julie, acorda meu anjo. –Falo suavemente.
Ela se mexe e geme manhosa, mas ainda não acorda.
_ Vamos meu anjo. Acorde. –Peço novamente com um sorriso na voz.
Ela geme e se encolhe, estica e se espreguiça novamente antes de finalmente abrir os olhos e sorrir manhosa e sonolenta para mim.
_ Hum. Bom dia, anjo.
_ Bom dia, minha linda. Trouxe seu café da manhã.
Levanto da cama, oferecendo minha mão, que ela a pega e dá impulso para se sentar e termina sentada com as pernas para fora do colchão. A deixo sentada e vou até a mesa de rodinhas, que fica perto da janela e que já está com a bandeja, colocando a mesma diante dela.
Após Julie tomar o café da manhã, levo a bandeja de volta para a cozinha. Quando volto a subir, a levo pendurada em meu pescoço para fazer suas necessidades e sua higiene pessoal, sendo a segunda em cima da pia de mármore do nosso banheiro, onde também, retiro sua camisola e a troco por um top e um shorts.
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Já devidamente limpa e arrumada, a sento na cama e passamos a esperar a chegada de Valentina.
Conforme os minutos passam, a noto tensa.
_ Ei! Não fique ansiosa, anjo. –Falo e deito cabeça no seu colo.
Com um sorriso fraco, ela começa a correr os dedos por meu moicano. É a minha vez de sorrir.
_ Não posso evitar anjo. –Comenta em um suspiro e sei que está se referindo a ansiedade que sente. _ Estou com um pressentimento ruim.
Antes que eu possa responder algo, uma batida em nossa porta nos interrompe e eu levanto do seu colo a contragosto.
_ Entre. –Julie grita.
Então, pela porta entra Valentina e traz consigo, o andador dela dobrado e pendurado em seu braço.
_Oi querida, oi William. – Nos cumprimenta a ruiva sorrindo.
Apenas aceno com a cabeça, enquanto Julie a cumprimenta com carinho, mas tensa.
_ Preparada?- Pergunta mostrando o andador, ainda dobrado em sua mão.
_Na verdade não. -Responde receosa.
A ruiva a encoraja e a instrui a se sentar com as pernas para fora da cama. Então me levanto do colchão para dar espaço a elas, mas antes que possa me afastar ainda mais da cama, Valentina diz.
_ Não tão rápido William. Você terá que ajudá-la.
Fico imediatamente meio sem graça e nervoso, mas me proponho a ajudar rapidamente.
_ Ah! Sim, claro. Do que precisam?
_ Sente atrás dela, também com as pernas para fora da cama e com uma perna de cada lado do seu corpo.
Ainda confuso, mas, ao mesmo tempo, intrigado, volto a subir no colchão e vou engatinhando até suas costas. Então finalmente me sento atrás dela, com as pernas para fora da cama, uma de cada lado do seu corpo.
_ Isso mesmo. Agora, vou colocar o andador aberto diante dela e quando ela ficar de pé, você vai apoiá-la pela cintura, está bem?
_ Certo. Tudo bem.
_ Ótimo. Julie, agora é com você. Já sabe o que deve fazer.
Meu anjo então vai com o corpo mais para ponta do colchão com ajuda das mãos do lado do corpo, apoia os pés no chão e em seguida, se agarra com elas nos apoios de borracha do andador, já aberto diante dela.
Ela então começa a colocar força nas pernas e nas mãos, a ponto delas ficarem rígidas e de seus dedos das mãos passarem a ficar esbranquiçados. Seu esforço é tanto que chego a ouvir um rosnado vindo dela, mas quando penso que não vai conseguir cumprir a tarefa, ela finalmente fica ereta e completamente de pé.
Mas antes que eu possa comemorar e elogiá-la por ter conseguido fazer o que foi proposto por Valentina, ela grita.