Maiara narrando...
Ouço ela dizer que se lembra e um filme passa em minha cabeça. Sinto sua mão apertar a minha cintura e por uma fração de segundos eu quase recaio novamente. Mas quando sinto sua respiração batendo contra o meu rosto volto a tona e tento afastá-la de mim.
— O que isso muda pra mim? — A olho. — Nada, Marília. Você passou duas semanas fingindo que nada aconteceu. E sinceramente eu realmente não me importo se você lembra ou não. Eu só quero que você entenda que você não tem direito algum de chegar nos lugares onde eu estou, acompanhado ou não e me tirar como se eu fosse alguma propriedade sua. Você não tem esse direito.
— Será que não muda, Maiara?! — Ela diz se aproximando ainda mais de mim. — Você acha que eu não percebia todas as suas olhadas? Acha que não percebi que você me evitava porque não conseguia se quer me olhar sem lembrar dos meus dedos invadindo você?
— Admiro a sua auto estima e segurança. Mas eu sinto lhe informar que não sou como aquelas que você dorme uma noite e elas rastejam atrás de você. O que aconteceu entre nós só aconteceu porque estava bebada, se não fosse a bebida eu jamais.. — Faço uma pausa. — JAMAIS teria me submetido e me entregue a você.
— Adoro o jeito que você fala tentando se convencer disso. — Ela me prensa contra a parede, aperta ainda mais a minha cintura e pressiona sua perna no meio das minhas.
— Não venha com seu jogos de seduções baratos, aqui não funciona.
— Será? Será que não?
Ela tenta beijar os meus lábios mas viro o meu rosto e sinto o calor dos seus lábios no mesmo, não contente ela desliza seus lábios até o meus pescoço e deposita uma pequena mordida. Sinto meu corpo ser totalmente traíra comigo e corresponder aos seus toques.
— N-nao tenta! Você não vai me ter quando achar que deve. Eu não vou outra vez pra cama com você só pra massagear o seu ego e seus desejos.
— Sua boca fala uma coisa enquanto seu corpo diz totalmente outra
Sinto sua mão deslizar pelo meu corpo, tento me afastar, mas as minhas forças parecem ir embora a cada toque seu. Sua mão alcança a minha bunda e sinto uma forte apartada, involuntariamente solto um pequeno gemido e em seguida ouço sua risada.
— Q-qual é a graça? — Pressiono minha mãos sobre seus ombros e a afasto um pouco de mim a fazendo me encara. — Se tiver comemorando sinto lhe informar que você terá que parar. Nada que aconteceu naquela noite vai se repetir hoje. EU...NÃO...QUERO...VOCÊ! — Falo pausadamente. — Acredito que falando assim você consiga entender.
— Não quer? — Ela me encara. — Por que não diz olhando em meus olhos? Você acha mesmo que não percebo a forma como você fica quando divide um ambiente comigo? Maiara, seus olhos dizem o quanto você me quer!
— Me poupe, Marília! Você não sabe ser rejeitada? Não sabe não ser desejado ou não consegue lidar com o fato de que eu só fui pra cama com você por causa da bebida?
— Você é uma idiota! — Ela diz enquanto aproxima seus lábios dos meus. — Você quer ir? Quer voltar para aquele bar? Quer passar a noite com aquela mulher? — Ela se afasta, me olha e vai até a porta e a abre. — Pode ir, eu não vou te prender aqui se não quer ficar.
Eu estava com raiva pela forma que ela agiu, mas toda aquela situação acabou me deixando levemente excitada, mas, eu não poderia cair novamente em seus encantos, ela precisa entender que eu não estarei disponível sempre que ela quiser e não estou disposta a deixar ela entrar na minha vida sabendo que ela vai apenas bagunçar tudo e deixar que eu arrume quando ela resolver sair.
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Onde o amor nos levará? - MAILILA.
FanfictionMarília com vinte e três anos assumiu os negócios de sua família. Não porque seus pais já não estão entre nós, pelo contrário. Eles resolveram que ela já tinha responsabilidade suficiente pra tocar os negócios da família enquanto eles apenas desfrut...
