Maiara narrando...
Acordo no dia seguinte com o sol batendo em meu rosto, olho em volta e reconheço o lugar, não era a minha casa, mas era um lugar familiar. Óbvio que eu sei onde estou, afinal não bebi o suficiente pra esquecer o que aconteceu na noite passada.
Passo a mão com receio ao lado da cama e só afirmo o que já imaginava, Marília não está aqui. Passo a mão pelo cama em busca do meu celular e nada até que olho em cima da mesinha que fica bem ao lado de onde estou deitada e o encontro.
Oito e trinta e quatro da manhã, jurei que seria um pouco mais tarde. Pela forma que a noite havia sido comecei a viajar em meus pensamento os motivos que fizeram a Marília acordar antes de mim e sair da cama.
Talvez um café na cama? Talvez um café da manhã juntas sentadas a mesa? Talvez ela tá pensando em se redimir por ter surtado ontem a ponto de até eu mesmo duvidar se tínhamos ou não algo? Balanço a cabeça em sinal de negativo tentando fazer os pensamentos pararem, dou um leve sorriso enquanto terminar de montar cenários quase que impossíveis em minha mente.
— Parece que acordei mas ainda estou dormindo. — Sussurro enquanto levanto da cama. — Será que a Marília ia achar ruim se eu tomasse um banho? — Dou de ombro e sigo pro banheiro. — Ela não está no direito de achar nada no momento.
Dou uma olhada em volta assim que entro no banheiro, tudo incrivelmente no lugar, toalhas que parecem nunca terem sido usadas penduradas e um enorme banheiro. Por um momento pensei em situações que não deveria pensar.. Marília com outra pessoa nesse lugar.
— Sem dúvidas eu estou ficando doida! — Falo enquanto encaro o espelho. — Melhor da um freio nos pensamentos, Maiara!
Me viro e vou até o box e ligo chuveiro, como já estava completamente nua não tive trabalho algum. Entro debaixo da água quente e deixo cair sobre o meu corpo, privo meus pensamentos a ficarem apenas no que está acontecendo agora, tentando deixar de lado qualquer pensamento sobre tudo que aconteceu.
Não demoro no banho, logo finalizo o mesmo, pego uma das toalhas que estão ali e me seco. Saio do banheiro e visto a roupa da noite passada que por incrível que pareça já estava no quarto em cima da pequena poltrona que tem ali.
Me troco, pego meu celular, saio do quarto e desço as escadas que dão direto na sala. Mal termino de descer os degraus e vejo a Marília deitada sobre o sofá. Me aproximo, vejo ela se mexer mas parece não ligar muito, dou a volta e paro de frente pro sofá.
— Você tá dormindo? — A olho confusa.
— Estava, mas acordei já tem uns minutos. — Ela se senta no sofá e me olha. — Tá tudo bem?
— Te atrapalhei a dormir? Eu sei que as vezes sou espaçosa demais. — Dou um leve sorriso.
— Não! — Ela diz enquanto coça os seus olhos e em seguida da uma leve passada de mão em seu cabelo. — É que não consigo dormir com qualquer pessoa.
Quando ouvir aquelas palavras o sorriso que ainda mantinha em meus lábios foi perdendo o brilho e se tornando nada. A encarrei e levei uns segundos pra digerir o que eu havia acabado de ouvir.
— Você só deve tá de brincadeira! — Dou uma risada sarcástica.
— Qual seria a parte da brincadeira? — Ela me olha confusa.
— Tudo bem se passarmos a noite e a madrugada toda fodendo, mas pra dividir uma cama enquanto dormimos eu sou qualquer uma.. — Esbravejo. — Eu sou muito otaria, não é possível. O que eu poderia esperar de alguém como você?
— Maiara, você está surtando por nada!
— Para de me chamar de surtada! — Esbravejo. — Você é horrível Marília e o pior de tudo não é nem a sua atitude, o pior de tudo isso é eu ter imaginado que você agiria diferente já que foi você que foi atrás de mim feito doida quando eu nitidamente havia dito que não estava afim de te ver.
— Eu sou uma pessoa horrível, Maiara? — Ela se levanta e para em minha frente. — Não foi bem isso que você disse ontem enquanto eu estava no meio de suas pernas.
— Ridícula! Eu quero distância de você. — Me afasto. — Você só pensa em você, só faz as coisas que inflam o seu ego, só pensa em satisfazer os teus desejos. Quanto mais mulheres melhor não é? E nitidamente eu não passei de mais um número na sua lista sem fim de mulheres que você quis por uma noite apenas. — Peguei os meus sapatos e voltei a encarar. — Escuta bem o que eu vou te dizer. A partir de agora qualquer contato que tivermos será exclusivamente por causa do trabalho. Se quer usar as outras mulheres já é problema delas, afinal, tem inúmeras por aí querendo apenas uma noite com a maravilhosa Marília.
— Não entendo a sua braveza já que eu nunca te prometi nada além de prazer. — Ela me olha. — Na verdade nem isso, mas é inevitável ir pra cama comigo e não ver estrela. Sinto muito se não suprir as suas expectativas, mas nunca te disse que isso seria pra valer. É incrível com você, Mai. Mas você melhor do que ninguém me conhece e sabe que eu jamais prometerei algo reservado e sério a alguém, não é o meu plano de vida.
Eu apenas balanço a cabeça em sinal de negativo e sorrio sem humor, sem conseguir acreditar em tudo que ela havia dito. Apenas sigo até a porta de entrada, abro e passo pela mesmo, quando estou próximo do elevador a vejo aparecer na porta.
— Se quiser apenas prazer e nada, absolutamente nada além disso, você sabe muito bem onde me encontrar! — Ela pisca.
— VAI SE FODER, MARÍLIA!
Sinto meu corpo esquentar, meu rosto sem dúvidas está corado de raiva. A porta do elevador se abre e antes de entrar olho pro lado e vejo o sorriso ainda estampado em seu rosto. Passo pela porta entrando no elevador e logo indicando o andar que vou.
Passo os pequeno minutos pensando no quão burra eu fui por ter me deixado ser seduzida por alguém que nitidamente só pensa nisso e eu burra como sempre sem pensar nas consequências a longo prazo acabei cedendo ao meu desejo carnal.
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Onde o amor nos levará? - MAILILA.
Fan-FictionMarília com vinte e três anos assumiu os negócios de sua família. Não porque seus pais já não estão entre nós, pelo contrário. Eles resolveram que ela já tinha responsabilidade suficiente pra tocar os negócios da família enquanto eles apenas desfrut...
