Capítulo 27

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Maiara narrando....

Acordei com o barulho da chuva mas logo estranhei pois era difícil demais chover aqui em Goiânia. Me levantei da cama e dei uma olhada pela janela e foi como se fora estava inundado da mesma forma que eu estou por dentro. Apenas fechei as cortinas e voltei pra cama.

Me aconcheguei e meus travesseiros e cobertores e passei a mão pela cama procurando o meu celular. O encontrei, mas estava completamente sem bateria. Não sabia dizer se era um alívio ou desespero não conseguir saber o que está acontecendo por ali naquele momento. Mas, apensas aceitei. O peguei e coloquei no carregador e diminui o ar-condicionado pra que ficasse ainda mais frio.

— Merda!

Falo assim que percebo o que estava fazendo. Já havia me acostumado a dormir com ela e de deixar o quarto de jeito que ela gosto. O ar sempre no mínimo pra que tudo aqui ficasse frio e pudéssemos dormir o mais agarrada possível. Que ódio, Marília!

Viro de um lado pro outro tentando pegar no sono novamente. Eu não fazia ideia de que horas eram naquele momento, mas, pra falar a verdade isso não me interessava já que eu não tinha plano algum de sair do quarto.

Fico algumas longas horas tentando pegar no sono, mas falho. Desisto! Alcanço o celular quando vejo que o mesmo já estava carregado, quando estou prestes a desbloquear e dar uma olhada em tudo, vejo a Maraísa, abrir a porta do meu quarto como se tivesse visto um fantasma.

— Irmã... — ela diz ofegante. — Oi.. ah.. acha que estava dormindo. — Ela força um sorriso.

— Estava tentando, mas não consegui. — Me sento na cama e a olho. — O que aconteceu? Parece que viu um fantasma.

— Não, é que... — Ela tenta disfarçar. — Faz tempo que não passamos um tempo só nós duas..

— Maraísa, vivemos praticamente todos os dias juntas.

— Mas... é que.. — Ela se aproxima, senta na cama, tira o celular da minha mão e me olha. — Que tal se passássemos o resto do dia fazendo algo? Podíamos cozinhar, beber alguma coisa, ver um filme, pedir algo ou até mesmo sair pra jantar. Só eu e você, não precisamos nem levar nossos celulares.

— QUE? — A olho sem entender. — Que ideia é essa? E qual o problema de levarmos os celulares?

— Nenhum.. mas..

— Irmã, tudo bem. Podemos passar um tempo juntas. Mas eu não quero sair, podemos pedir algo e assistir alguma coisa. Por mim tudo bem, na verdade eu até preciso.

— Perfeito! Então vamos descer, juntas. Deixa o celular aí, escolhemos o que vamos querer e ficamos conversando enquanto não chega. — Ela segura em minha mão quase que me tirando a força da cama. — Vamos!

— Calma, vou tomar banho e já desço.

Pego meu celular, me levando da cama e ela me olha como se procurasse alguma desculpa pra me dar naquele momento.

— Me emprega seu celular, o meu tá sem bateria. Só pra eu já ir pedindo a nossa comida.

— Que isso? Você está estranha! Pega meu iPad que está em cima da mesinha e usa pra fazer o pedido. Vou ficar com meu celular, vou ouvir alguma música enquanto relaxo no banho.

Ela apenas me olha e se dar por vencida. Aceita a sugestão e pega o iPad e sai do quarto.

Sigo até o banheiro, desbloqueio o meu celular e quando vou entrar no App de música eu simplesmente dou de cara com várias notificações. Além de inúmeras mensagens e ligações da Marília, vejo algumas notícia meio por cima.

Onde o amor nos levará? - MAILILA. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora