Maiara narrando....
Acordei com o barulho da chuva mas logo estranhei pois era difícil demais chover aqui em Goiânia. Me levantei da cama e dei uma olhada pela janela e foi como se fora estava inundado da mesma forma que eu estou por dentro. Apenas fechei as cortinas e voltei pra cama.
Me aconcheguei e meus travesseiros e cobertores e passei a mão pela cama procurando o meu celular. O encontrei, mas estava completamente sem bateria. Não sabia dizer se era um alívio ou desespero não conseguir saber o que está acontecendo por ali naquele momento. Mas, apensas aceitei. O peguei e coloquei no carregador e diminui o ar-condicionado pra que ficasse ainda mais frio.
— Merda!
Falo assim que percebo o que estava fazendo. Já havia me acostumado a dormir com ela e de deixar o quarto de jeito que ela gosto. O ar sempre no mínimo pra que tudo aqui ficasse frio e pudéssemos dormir o mais agarrada possível. Que ódio, Marília!
Viro de um lado pro outro tentando pegar no sono novamente. Eu não fazia ideia de que horas eram naquele momento, mas, pra falar a verdade isso não me interessava já que eu não tinha plano algum de sair do quarto.
Fico algumas longas horas tentando pegar no sono, mas falho. Desisto! Alcanço o celular quando vejo que o mesmo já estava carregado, quando estou prestes a desbloquear e dar uma olhada em tudo, vejo a Maraísa, abrir a porta do meu quarto como se tivesse visto um fantasma.
— Irmã... — ela diz ofegante. — Oi.. ah.. acha que estava dormindo. — Ela força um sorriso.
— Estava tentando, mas não consegui. — Me sento na cama e a olho. — O que aconteceu? Parece que viu um fantasma.
— Não, é que... — Ela tenta disfarçar. — Faz tempo que não passamos um tempo só nós duas..
— Maraísa, vivemos praticamente todos os dias juntas.
— Mas... é que.. — Ela se aproxima, senta na cama, tira o celular da minha mão e me olha. — Que tal se passássemos o resto do dia fazendo algo? Podíamos cozinhar, beber alguma coisa, ver um filme, pedir algo ou até mesmo sair pra jantar. Só eu e você, não precisamos nem levar nossos celulares.
— QUE? — A olho sem entender. — Que ideia é essa? E qual o problema de levarmos os celulares?
— Nenhum.. mas..
— Irmã, tudo bem. Podemos passar um tempo juntas. Mas eu não quero sair, podemos pedir algo e assistir alguma coisa. Por mim tudo bem, na verdade eu até preciso.
— Perfeito! Então vamos descer, juntas. Deixa o celular aí, escolhemos o que vamos querer e ficamos conversando enquanto não chega. — Ela segura em minha mão quase que me tirando a força da cama. — Vamos!
— Calma, vou tomar banho e já desço.
Pego meu celular, me levando da cama e ela me olha como se procurasse alguma desculpa pra me dar naquele momento.
— Me emprega seu celular, o meu tá sem bateria. Só pra eu já ir pedindo a nossa comida.
— Que isso? Você está estranha! Pega meu iPad que está em cima da mesinha e usa pra fazer o pedido. Vou ficar com meu celular, vou ouvir alguma música enquanto relaxo no banho.
Ela apenas me olha e se dar por vencida. Aceita a sugestão e pega o iPad e sai do quarto.
Sigo até o banheiro, desbloqueio o meu celular e quando vou entrar no App de música eu simplesmente dou de cara com várias notificações. Além de inúmeras mensagens e ligações da Marília, vejo algumas notícia meio por cima.
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Onde o amor nos levará? - MAILILA.
FanfictionMarília com vinte e três anos assumiu os negócios de sua família. Não porque seus pais já não estão entre nós, pelo contrário. Eles resolveram que ela já tinha responsabilidade suficiente pra tocar os negócios da família enquanto eles apenas desfrut...
