Segunda-feira e eu só queria que pulasse pra sexta novamente pra que eu pudesse voltar pra casa sem ter que socializar com ela. Mas como trabalhamos na mesma empresa e eu trabalho exclusivamente pra ela, era impossível viver um dia se quer de trabalho sem socializar com a minha chefe.
Chego na empresa no horário de sempre, como de costume antes dela. Mas diferente das outras vezes ela acabou chegando quase que no mesmo horário que eu. Mal me sento em minha cadeira e já começo a ouvir o barulho de seus saltos ecoarem por todo o andar e seu perfume tomar conta de tudo.
— Bom dia, Maiara! Como está hoje?
Era nítido que ela não estava apenas perguntando como de costume, mas ela parecia querer saber se havia me acalmado desde a última vez que nos vimos.
— Bom dia, Mendonça! Todo o cronograma da sua semana já está em seu e-mail.
Ela apenas me olha sem dizer nada e segue até a sua sala. Eu sabia o motivo de sua chateação pois ela odeia quando a trato com toda essa formalidade, ainda mais quando não estamos em reuniões que acaba nos obrigando a ser formal.
Mas decidi que qualquer vínculo pessoal que existia entre nós havia acabando naquela manhã que sai de seu apartamento me sentindo a pessoa mais usada do planeta.
Conversando com a Maraisa me dei conta de que jamais existiu a possibilidade desse jeito da Marília mudar. Ela realmente é uma pessoa livre, não existe ninguém no mundo capaz de mudar os pensamentos e planos. Ela é focada e decidida, e desde muito cedo ela sempre deixou claro que não queria se relacionar. Todas as vezes que conversávamos ela sempre falava a mesma coisa, que os teus planos e projeto seriam outros e não um de casar e construir uma família, eu é que me perdi no meio do caminho e por um momento de carência acabei confundido toda a nossa relação.
Mas me diz, como não confundir quando a pessoa acaba te levando pra cama e fazendo você se sentir importante e desejada? É complicado pensar sobre, já que por uma pequena ilusão eu quase acabei me deixando levar mesmo sabendo que no final quem iria se machucar seria eu e mais ninguém. Por isso decide que não iria me envolver, não iria me manter perto. Eu preciso de um tempo, preciso organizar a bagunça que eu permiti que ela fizesse dentro de mim. Eu tenho total noção que não a amo, afinal, é difícil demais amar alguém tão rápido assim. Não é?
Continuo trabalhando enquanto penso em tudo. Ela já havia saído pra várias reuniões durante o dia. Eu já havia tirado meu tempo de almoço e ela estava retornando do seu. Ela passa pela minha mesa e não diz nada simplesmente vai até a sua sala e entra fechando a porta, mas leva apenas uns minutos pra eu vê-la abrir a porta de sua sala novamente.
— Maiara, pode vir até a minha sala! — Ele diz da porta de sua sala e logo volta pra dentro deixando ela aberta.
Me levanto e sigo até sua sala, entro e logo fecho a porta atrás de mim. Me aproximo de sua mesa e ela logo aponta as poltronas a sua frente me pedindo pra sentar.
— No que eu posso te ajudar, Mendon...
— Pode ir parando! — Ela diz levemente irritada. — O que está acontecendo? Por que você está me tratando assim?
— Estamos em horário de serviço, não vou trazer as minhas insatisfações pessoais pra dentro do local onde trabalho. — Me levando.
— Senta! — Ela diz com teu tom autoritário enquanto me encara. — Eu não sou assim, Maiara. Mas você me ignora de todas as formas possíveis e o pior é que agora resolveu ser extremamente formal comigo.
— É isso que te incomoda? — Dou um sorriso enquanto balanço a cabeça negativamente. — Deveria imaginar.
— Por que tudo que eu falo parece errado quando dirijo a você? Você se sentiu usada? Me achou a pior pessoa? Tudo bem, eu não posso fazer muita coisa sobre isso, ainda mais quando sempre deixei claro as minhas intenções.
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Onde o amor nos levará? - MAILILA.
FanficMarília com vinte e três anos assumiu os negócios de sua família. Não porque seus pais já não estão entre nós, pelo contrário. Eles resolveram que ela já tinha responsabilidade suficiente pra tocar os negócios da família enquanto eles apenas desfrut...
