Capítulo 31

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Maiara narrando...


Sou acordada pelo sol que estava invadindo o quarto. Não fazia ideia de que horas eram, mal conseguia abrir os meus olhos pela claridade. Tento olhar em volta, mas falho. Meus olhos não estavam me obedecendo naquele momento.

Suspiro profundamente me dando por vencida e me entregando a toda a preguiça e ressaca que fazia parte do meu corpo naquele momento, até que sinto um braço envolver o meu corpo e me assusto. Não fazia ideia de onde exatamente eu estava. Me assusto, olho pra baixo pra vê se conseguia ao menos reconhece aquela mão, mas assim que fico meus olhos na mesmo, pulo da cama.

— Não é possível! — Esbravejo.

Percebo que estou da forma que vim ao mundo: nua. Sem pensar puxo o lençol que estava sobre a cama e me cubro, mas logo percebo que havia a deixado completamente nua sobre a cama.

— Mai.. — Ela diz e quando passa a mão sobre o lado vazio na cama.

— Que merda foi essa? — Falo sem acreditar. — Não é possível.. não é possível.

Repito mais algumas vezes até sair ir até a porta e sair do quarto. Não consigo pensar com clareza, mas sei que preciso sair daquela casa o mais rápido possível.

Vou até o quarto onde estão as minhas coisas, pego um roupa qualquer que está ali  e visto. Em seguida começo a jogar todos os meus pertences dentro da mala, sem arrumar, sem ver se estava esquecendo algo ou quebrando algo.

Me xingo tantas vezes mentalmente que mal percebo que as palavras estão saindo automaticamente de meus lábios.

— Maiara... — Ouço a Marília falar da porta. — Por que saiu assim?

— Que erro foi esse? QUE MERDA FOI ESSA, MARÍLIA? — Esbravejo. — Não íamos nos esbarrar, não íamos nos ver e nem nos falar. PORRA... PORRA, transamos e dormimos juntas.

— Ce tava com saudade não estava? — Ela da um sorriso.

— NÃO! — Paro o que estava fazendo e a encaro. — Acordei e senti nojo de mim por ter dormido com você.

Consigo ouvir o som de sua saliva deslizando por sua garganta, ela parece perder um pouco o sentido, mas tenta disfarçar. Seu semblante muda completamente. Antes, parecia estar tranquila e com sono. Agora, parece estar com um pouco de raiva.

— Você não vai falar assim comigo, Maiara. — Ela me olha seria.

— Não precisa se preocupar, eu não vou falar com você.

Término de fechar a minha mala, a coloco no chão e saio em direção da porta do quando, passo por ela e a sinto segurar em meu braço com uma leve força.

— Vamos conversar!

— Me solta, eu não vou conversar com você!

Tento puxar o meu braço e falho. Não sei como imaginei que poderia medir forçar com ela.

— Eu não perguntei se vamos conversar, eu afirmei! — Ela diz seria e decidida. — Eu não vou esperar mais alguns meses ou até mesmo anos pra você decidir me ouvir. Se não quiser falar nada enquanto EU falo com você, por mim tudo bem. Mas, eu não vou esperar mais tempo algum pra que você ao menos ouça o que eu tenho pra te falar.

— O que você vai dizer? — A olho com raiva. — Que não me traiu? Que eu vi coisa? Que as notícias estavam erradas? — Forço uma risada. — Eu te conheço, Marília.

— Parece que não, pois se conhecesse não estaria dessa forma.

— Engano seu! Se eu não conhecesse estaria acreditando nas suas histórias.

Onde o amor nos levará? - MAILILA. Histórias para pegar e não largar. Descubra agora