Marília narrando.
Acordo com uma puta ressaca, meu corpo parece moído e minha cabeça dói. Olho em volte e vejo algumas bebidas sobre a mesa é uma no chão.
Me levanto e vou direto pro banheiro, tomo um banho, lavo meus cabelos, faço minha higiene pessoal e logo saio. Me enrola na toalha que tem ali e volto pro quarto indo até a minha mala pra poder pegar uma roupa confortável pra voltar pra casa.
Reviro a mala e vejo várias roupas de servido e sofisticada demais pra um voo onde eu quero apenas dormir até chegar em casa. Bem no fundo, lá no fundo da mala encontro um vestido preto de malha e manga longa. Justo porém confortável, tudo que precisava. Me visto e nos pés coloco um tênis, em seguida penteio meus cabelos e o amarro em um alto rabo de cavalo. Guardo tudo que havia tirado e estava espalhado pelo quarto, antes de fechar a mala dou mais um olhada pra ter certeza que não estou esquecendo nada.
Fecho a mala, a coloco no chão, pego meu celular que estava sobre a cama e vou até a porta. Abro a mesmo e logo dou de cara com a Maiara.
— Estava prestes a bater na sua porta! — Ela diz parada em minha frente. — Espero que tenho tomado café pois vamos direto pro aeroporto.
— Tomo durando o voo! — Falo saindo do quarto e fechando a porta.
— Que mau humor é esse? — Ela diz vindo atrás de mim. — Baixou a guarda hoje já que não está vestida como a Poderosa Marília de sempre?
— Maiara... — Me viro a encarando. — Não estou com paciência e nem com saco. Estou de ressaca, mal consegui dormir, mal consigo me lembrar do que aconteceu na noite passada... — Eu a olho e mal consigo entender a expressão que está em seu rosto. — Mas julgo não ser nada de grande importância afinal, se fosse sem dúvidas eu lembraria.
— Realmente, nada importante. Bebemos e comemos apenas é o que eu me lembro. — Ela diz sem me encarar e volta a andar.
Um silêncio tomou conta de nós, por um momento agradeci pois a minha cabeça estava doendo pra ouvir falatórios de manhã.
Saímos do hotel e seguimos pro aeroporto. Não demorou pra que embarcássemos. Seguirmos o voo todo em silêncio. Maiara não disse nada desde que decolamos. Sempre que ouvia a voz dela era quando ofereciam algo pra bebermos e ela fazia questão de recusar qualquer coisa.
Bom, Maiara sempre é alto astral e falante mas parece que dessa vez a correria de São Paulo a pegou de jeito. Ela parece longe, fora de si e perdida em seus pensamento. Mas, de certa forma eu agradeço mais uma vez pois não estava com paciência pra socializar e conversar.
Acabo pegando no sono e só sou acorda quando já estávamos em solo goiano. Fico alguns segundos tentando assimilar até que resolvo sair da aeronave.
Assim que desço as escadas vejo a Maiara parada do lado de fora mexendo em seu celular parecendo ignorar totalmente a minha presença.
— hey?
— Falou comigo?
— Tem outra pessoa aqui?
— Grossa como de costume. — Ela diz revirando os olhos.
— Ta sem paciência, Carla?
— Tô Marília! Se pudermos manter o silêncio até que cheguemos em casa seria perfeito.
— Meu Deus, Maiara! Que bicho te mordeu? — Falo sem entender. Nunca havia visto falar daquela forma, nem nos seus piores dias de tpm.
— Não tô com saco Marília. Tô cansada, não dormir bem, estou de ressaca. — Ela faz uma pausa e me olha. —Estou como você! Sem saco, de ressaca.. e tentando esquecer o que aconteceu. — Ela sussurra.
— O que?
— Nada! Só vamos embora!
Ela entra no carro batendo a porta e logo entro sentando ao seu lado. Não entendo a sua mudança repentina de humor, mas não irei me preocupar.
Seguimos caminha até o condomínio onde moramos. Apesar de Maiara trabalhar na empresa dos meus pais, ela não é ruim de vida, ela apenas gostas dos negócios em que as empresa da minha família é envolvida. Quando resolvi aceitar o cargo que o meu pai estava disponibilizando pra mim a Maiara vinha de brinde já que ela é alguém de confiança.
Maiara narrando.
Fazemos todo caminho pra casa em silêncio. Eu sabia que poderia me arrepender, mas não sabia que seria tão rápido assim. Me deixei levar sabendo de todas as consequências que viriam depois. Eu a conheço e sei como ela age. Deveria ao menos imaginar que comigo série da mesma forma. Na verdade pior já que ela nem se quer lembra do que aconteceu na noite passada.
Fico observando a paisagem enquanto repouso minha cabeça sobre o encosto do banco do carro. Não demora pra que vejo a fachada de nosso condomínio. Dou graças a Deus que não precisarei ficar mais nenhum segundo se quer com ela, que vou poder ir pro meu quarto e deixar os pensamentos vagarem livremente.
sinto o carro diminuir a velocidade e logo parar. Olho pela janela e reconheço o lugar: minha casa. Pego a minha bolsa que estava sobre o meu colo, abro a porta e saio.
— Mal educada! — Ela reclama de dentro do carro.
— Tchau Marília! Bom descanso.
Me viro e começo a andar em direção da porta de entrada de casa.
— Maiara! Espera! — Ela diz saindo do carro e vindo em minha direção. — Você esqueceu algo.
Eu olho em volta e não vejo nada, olha a minha mala, a minha bolsa e meu celular, estão comigo, não havia esquecido nada
— Está tudo aqui! — Falo enquanto ela se aproxima.
— Falta isso! — Ela diz entendendo a mão.
Eu paro por um segundo sem entender até sentir sua mão segurando a minha e me entregando algo.
— QUE?! — A olho surpresa quando me dou conta do que é.
— Sua Calcinha! — Ela pisca da a volta e volta pro carro.
Desgraçada! Penso não acreditando no que ela acabou de fazer. Eu a xingo mentalmente pois ela é realmente uma idiota. Balanço a cabeça em sinal de negativo enquanto vejo seu carro sumir da frente da minha casa. Me viro e volto a seguir meu caminho.
Entro em casa e dou de cara com a Maraisa sentada no sofá.
— Chegou, o amor da minha vida! — Ela vem me abraçando.
— Oi irmã!
A abraço de volta mas não estou no clima de socializar no momento.
— Credo Maiara, que bicho te mordeu nessa viagem?
— Só estou cansada, não consegui descansar.
— Parece outra coisa!
— Não começo! — Vou em direção das escada e começo a subir os degraus. — Eu vou descansar. Não quero ser perturbada, então, não estou pra ninguém.
— Nem pra Marília? — Ela diz rindo.
— Vai se foder, Maraisa!
— Nossa, foi só uma pergunta, irmã! — Ela se faz de ofendida.
— Como se eu não te conhecesse.
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Onde o amor nos levará? - MAILILA.
FanfictionMarília com vinte e três anos assumiu os negócios de sua família. Não porque seus pais já não estão entre nós, pelo contrário. Eles resolveram que ela já tinha responsabilidade suficiente pra tocar os negócios da família enquanto eles apenas desfrut...
