Marília narrando...
Trinta dias já havia se passado, e em todos eles eu estava presente e fazendo de tudo pra que ela visse em mim o que viu a algum tempo atrás. Dei meu melhor, usei toda a minha criatividade e lado romântico. Eu estava decidida e totalmente dedicada a ela. Não teve um dia se quer desses que passaram que eu trabalhei um dia toda. Sempre que me lembrava dela e não queria mais ficar um segundo se quer longe, eu ia vê-la. Ia até sua casa com flores, chocolate e todas as coisas que sei que ela sempre gostou. Ela parecia surpresa em todas as vezes que me via em sua porta.
A levei pra conhecer alguns lugares mesmo tendo pouco tempo. A lembrei de cada sentimento que sentia e ainda sinto por ela. No começo ela parecia resistente, mas com o tempo o seu sorriso estava lá todas as vezes que ela me olhava. Claro que teve momentos em que nossas opniões tiveram divergências e estranhamento. Brigamos? Claro. Mas nunca dormimos sem resolver o que estava nos incomodando. De certa forma eu já sentia que eu e ela estávamos num relacionamento onde não paramos pra nomear o que era. Pra mim... bom, pra mim não precisava nomear desde que ela ficasse ao meu lado.
Conversamos sobre tudo, sonhos, projetos, planos, desejos.. família. Eu já sabia que ela queria ser mãe. Eu, sinceramente nunca havia parado pra pensar sobre isso. Pois nunca imaginei querer viver uma vida toda com uma única pessoa. Mas, com ela é diferente. Eu imagino uma casa grande, com piscina, aconchegante e com um quarto de bebê. Imagino daqui uns anos nós sentadas olhando o pôr do sol e admirando os nosso filhos com os seus filhos. Antes o que me alegrava era ser bem sucedida, conhecida e viajada. Bom, isso tudo que sonho agora não anula o que desejei antes, mas já nem se compara com o que desejo agora. Uma vida, uma família, uma eternidade ao lado dela.
Último dia e não podia ser diferente estávamos a caminho de onde nos reencontramos, nos amamos e nos despedimos. A casa de praia. Já havia deixado tudo programado, veremos o pôr do sol na beira do mar enquanto aproveitamos um piquenique. Não faço ideia do que essa noite nos reserva, mas eu estou colocando toda a minha energia em algo incrível e inesquecível.
— Ta nervosa? — Ela diz ao meu lado.
— Não, apenas pensando em tudo que passamos nesses dias.
— Louco não foi?
— Bom, não posso negar. Espero pelo menos terminar o dia com você não me odiando.
— Marília... — Ela me olha e eu a olho de volta. — Eu nunca te odiei, nem se eu quisesse muito eu conseguiria. Bom, eu gostei menos de você por vários motivos. Eu pensei em deixar pra lá, mas eu não sei o que você tem que de alguma forma me trás pra perto.
— Talvez seja o amor que você sente por mim.
— Seu senso de humor me faz rir. — Ela sorri. — Não seja convencida. Hoje é o nosso último dia, então não seja emocionada.
— Um balde de água fria seria melhor!
— Você só reclama.
— Nos vamos brigar? — Pergundo a olhando.
— Não! Você que é sentida.
— É porque te amo então qualquer coisa que você fala sempre tem um peso a mais por ser você.
Ela faz silêncio e dá um sorriso. Eu a olho admirando e seguimos todo o caminho assim. O silêncio não era constrangedor, era até agradável, leve. Não demorou muito pra chegássemos a casa de praia da minha família. Por sorte ainda tínhamos um tempinho para se organizar, trocar d e roupa e ir ver o pôr do sol que ela ainda não sabia que iríamos.
Chegamos, subimos pros nosso respectivos quartos. Por mim dividiríamos o mesmo, mas ela com sua chatice disse que merecíamos privacidade já que não saberíamos o que iria acontecer dali pra frente.
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Onde o amor nos levará? - MAILILA.
FanfictionMarília com vinte e três anos assumiu os negócios de sua família. Não porque seus pais já não estão entre nós, pelo contrário. Eles resolveram que ela já tinha responsabilidade suficiente pra tocar os negócios da família enquanto eles apenas desfrut...
