capítulo 4

1.9K 193 109
                                        

"Você me deu a chave da sua mente, mas não me avisou que eu poderia me perder dentro dela."

Tom

Já tinha combinado com Bill, Gustav, Georg e os outros que íamos resolver uma pendência com a gangue do Oliver. Tivemos uma luta ilegal contra eles na noite passada, mas Oliver, o desgraçado, trapaceou, e isso não ia ficar barato. A briga de anos que tínhamos estava prestes a ser resolvida de uma vez por todas. Cada um foi no seu carro, e nosso plano era simples: encurralar a gangue inteira.

Fomos até o território deles, e lá estava o maldito. Dei uma freada brusca, fazendo Oliver e sua gangue olharem para nós, vendo de perto o que se passaria. Oliver era um medroso, e eu estava curioso para ver até onde ele chegaria. Eu não ia deixar esse desaforo passar.

— Você achou mesmo que eu nunca ia descobrir, Oliver? — Perguntei, andando em sua direção com raiva. — Tenho uma proposta a te fazer.

— Eu não estou nem aí para suas propostas, Kaulitz! — Ele respondeu, tirando a arma da cintura. — Eu quero que você se fod...

Antes de ele terminar de falar, puxo minha arma e bato com o cano em sua testa, fazendo Oliver cambalear para trás. O clima estava tenso, e ali começou a troca de socos entre os Devilish e os Tigers. A briga que há anos estávamos adiando finalmente se tornou real.

Oliver se levanta, tentando vir para cima de mim, mas ele nunca teve chances. Eu estava em vantagem. Ele tenta me derrubar com uma rasteira, mas no impulso, puxo ele para cair comigo. Com os braços dele imobilizados, começo a desferir uma chuva de socos. Ele me acerta uma vez, uma bala de raspão, mas a adrenalina estava tão alta que nem senti a dor.

Paramos só quando ouvimos o barulho das sirenes da polícia se aproximando. Saí de cima de Oliver e fui direto para o meu carro. Vi que Bill, Gustav e Georg já estavam fazendo o mesmo. Arranquei o carro o mais rápido possível, desviando da polícia. Conseguimos escapar, a viatura parando no beco, sem ter nos visto.

Dirigi em direção à minha casa, sentindo a pressão no meu braço. O sangue escorria, e a dor começava a me nocautear. Antes de entrar pela janela do meu quarto, percebi a janela de Yolanda aberta, e logo me lembrei que precisava limpar esse sangue antes que minha mãe visse.

Posicionei as escadas próximas à janela e, ao tentar subir, acabei caindo direto no quarto da garota. Ela estava se trocando e, ao me ver em pé naquele estado, colocou a mão no peito, surpresa, como se tivesse visto um fantasma.

YOLANDA

Acabo de sair do banho e vou me trocar quando estou terminando de colocar minha camisola, vejo kaulitz caindo no chão do meu quarto, ele está com o braço cheio de sangue, coloco minha mão no peito pois levei um susto ao vê-lo sangrando em minha frente, corro até ele ajudando se levantar.

— Você vai ficar parada me admirando ou vai me ajudar? — Ele indaga com sangue no canto de seus lábios.

— Meu deus Tom, vem aqui.  — Coloco seu braço em meu pescoço o deitando na minha cama. - Eu já volto vou buscar algo para limpar isso.

Vou lá embaixo para ver onde tia lenne estava e vejo que minha tia está sentada no sofá vendo série, aproveito e vou correndo ao seu quarto pegar algumas coisas para dar um jeito nos ferimentos de Tom. Vou até o banheiro de seu quarto e pego sua maleta de primeiros socorros, saio discretamente e corro para o meu quarto

Inefável Onde histórias criam vida. Descubra agora