Capítulo 98

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Maya

"Até quando você vai ficar aqui?" - perguntou Caleb assim que entrei pela porta.

"Até quando você ficar." - falei o obvio.

"Não preciso que você fique aqui, nem te conheço."

"Prazer Maya." - me apresentei. "É o suficiente?" - perguntei mas ele me ignorou. "Não tem curiosidade de nada? Deve se horrível ter a memória afetada."

"O que eu fiz nos últimos meses?" - ele finalmente ficou curioso.

"Como eu disse você fez as pazes com seu irmão sobre aquele assunto da ex namorada dele, mas antes disso você assumiu a empresa sozinho porque Diego não queria mas se envolver nos assuntos da família." - falei não citado a descoberta que os dois não tem o mesmo pai. "Mas agora ele mudou de ideia e está tudo ok." - falei.

"Eu realmente me resolvi com ele?"

"Sim, mas depois de muita confusão e claro. Diego te ameaçou caso você continuasse se envolvendo comigo, você se afastou de mim mas depois voltou, com sempre." - me gabei.

"Com sempre? Você se acha né? Eu tenho certeza que eu não sou esse palhaço que você me faz parece ser. E eu me conheço muito bem, eu nunca entraria em relacionamento com uma única mulher enquanto posso ter todas."

"Você pensava assim também, tentou muitas vezes se afastar, negar, etc... Até que me pediu em namoro, e foi surpreende até para mim, eu entendo se você não acredita." - falei me aproximando dele. "Mas o que a gente tem é real e verdadeiro, temos sentimentos." - falei com um nó na garganta. É tão doloroso vê que ele está bem na medida do possível e não poder nem lhe dá um abraço. "Eu te amo." - declarei de forma involuntária.

Seus olhos fitaram os meus e segundos depois ele fechou os olhos com força e colocou a mão na cabeça.

"O que foi? Está com dor?" - perguntei preocupada.

"Quem fala essas palavras com tanta facilidade? Você com certeza diz isso muito durante o dia, para qualquer um que encontrar pela frente."

"Por que não teria facilidade? Você é meu namorado." - dei de ombros e me sentei novamente na cadeira.

"Me responde, eu já te disse isso alguma vez?" - perguntou em voz baixa e evitando olhar para mim.

"O que?"

"Você sabe o que."

"Que me ama?" - perguntei mas ele não se respondeu. "Claro, você se lembrou de algo?"

"Apenas borrões." disse e eu sorri de felicidade. "Não acredito que falei tais palavras, com certeza estava muito bêbado, ou você colocou uma faca no meu pescoço."

"Pode pensar assim, o que importa é que suas memórias estão voltando."

"Quero ir embora daqui, não gosto de hospitais." - falou.

"Vou perguntar ao médico se você pode ficar de repouso em casa."

O médico ainda estava no corredor conversando com outro paciente, e quando me notou a sua esperar, caminhou até mim.

"Ocorreu algo?" - perguntou.

"Caleb não está mais sob influência de nenhum aparelho e ele desejo ter alto do hospital, é possível?" - perguntei.

"Ele ainda precisa ficar de observação e de repouso."

"Ele vai enlouquecer se ficar mais tempo aqui." falei.

"Vocês poderiam assinar um termo de responsabilidade, mas são de menores. Que tal esperar o restante dos resultados dos exames dele que sair amanhã? Se tiver tudo bem eu dou alta para ele." - sugeriu.

PerdiçãoOnde histórias criam vida. Descubra agora