Caleb
Estávamos no segundo filme, e depois que eu insisti muito ela concordou de assistimos um de terror, diferente do outro que era de suspense com um pouco de terror.
Ela mantive seu braço ao redor do meu. Apertando. Com medo, talvez.
As vezes ela fechadas os olhos, ou fazia uma careta engraçada.
Sua respiração mudava quando o vilão aparecia, é... com certeza ela estava com medo.
"Ele morreu, era o mais legal e gatinho." - resmungou e eu revirei os olhos.
"Era um insuportável, com certeza iria morrer."
...
Não sei em que momento isso aconteceu, mas apagamos. Literalmente.
Acordei na madrugada sonolento, liguei a tela do meu celular e marcava três horas da manhã e catorze minutos.
"Maya." - chamei seu nome e ela nem se mexeu. "Maya." - chamei novamente mas dessa vez toque seu braço.
"Oi." - ela disse abrindo os olhos e bocejando em seguida.
"Está tarde, tenho que ir embora."
"Pode fica aqui." - ela se virou de bruços e me prendeu com o seu braço. "A cama é grande." - disse e voltou a dormi.
Voltei a dormi também. Relaxado. Com a respiração regular, como nunca antes.
....
Acordei novamente, mas dessa vez era mais de dez horas da manhã.
Caralho. Como faz tempo que eu dormi tanto assim.
Maya ainda dormia ao meu lado. O quarto estava escuro por conta das cortinas, mas a televisão ainda estava ligada, pausada do final do filme.
Seu quarto tinha o seu cheiro que eu não conseguia, por mas que tentasse, distinguir se era de morango ao algo muito parecido.
Também era repleto de decoração de estrelas, lua e girassóis. E livros. Muito livros.
"Acordado?" - sua voz era baixa, sonolenta.
"É, acordei agora." - estiquei meus braços.
"Ainda bem que hoje é sábado, nada de escola." - ela se levantou e amarrou seus cabelos. Depois foi em direção ao seu banheiro, voltando minutos depois. "Tem uma escova azul nova, na embalagem, pode usar. Ah, peguei sua calça quando acordei de madrugada e coloquei na secadora. E vou sair." - concluiu ela.
"Vai sair?" - perguntei me levantando também. Seu olhar desceu para minha cueca.
"É." - ela olhou para meu rosto nervosa.
Sua timidez é uma graça e eu me divirto.
"Onde, posso sabe?"
"Aqui de frente, vou comprar alguma coisa pra comer, estou morta de fome."
"E vai assim?" - olhei para seu maldito pijama azul que marcada cada uma das suas curvas.
O maldito pijama que me perturbou a noite inteira.
"Qual o seu problema com meu pijama?" - ela deu risada. " Não vou assim, também não sou tão louca de ir na fora com essa roupa naquele frio." - ela entrou no seu closet e voltou com o mesmo pijama só que agora com um sobretudo comprido peludo, por cima. "Agora sim."
"Nossa, grande diferença." - escutei sua risada antes de entra no seu banheiro e escova meus dentes.
Depois peguei minha calça na secadora.
Quando a vi ela já estava na cozinha comendo brownie de chocolate e bebendo um expresso.
"Demorou, não aguentei te esperar." - ela sorriu sapeca.
"Conseguiu dormi ou os espíritos puxaram seu pé?" - me sentei e peguei o copo de expresso e um brownie.
"Nunca mais assisto filme de terror com você." - ela bufou irritada. "Você é um chato." - dei risada.
"E você uma medrosa." - ela me mostrou língua.
...
Quando cheguei em casa James já estava na minha porta, com a expressão mais irritada que conseguia fazer.
"Não marcamos de fazer uma tatuagem hoje cedo?" - ele me olhou raivoso quando parei em sua frente. " Marcei hora com o Tobby, que já me ligou um monte de vezes aquele impaciente." - resmungou irritado.
"Dormi até tarde, esqueci."
"Dormiu até tarde? Você? Conta outra." - ele entrou dentro de casa comigo quando abri a porta. " Estava na casa de qual garota?" - ele se jogou no meu sofá.
"Uma ai." - disse simples, não querendo prolonga o assunto.
"Uma ai? Só isso? Com certeza eu conheço, qual o nome?" - insistiu ele.
"Não importa cara." -subi as escadas. "Vou toma um banho."
"Espera aí, sei quem é." - ele deu um sorriso malicioso.
"Sabe o que James?"
"Quem é a garota." ,- ele exibiu um sorriso. "Vi quando você saiu com Maya do bar ontem. Sabia que estava interessado nela, sabia." - ele falou animado. " E então, é tão gostosa como parece ser?"
"Cala a boca." - bati de leve no seu ombro.
" Qual foi?"
"Vou toma meu banho." - entrei pro banheiro e deixei ele sozinho.
...
"Ontem eu peguei a gostosa da Lisa." - disse ele quando sai do banheiro enxugando os cabelos com uma toalha e outra em volta da minha cintura.
"Lisa? Lisa Allen?" - perguntei procurando uma roupa no closet.
"A própria. Voltou de viagem e perguntou tanto de você que eu estava esperando a hora dela fazer mais perguntas enquanto a gente se atacava no banheiro. E no final, falou para mim não fala nada com você." - conclui.
"E que caralhos eu tenho a ver com isso?" - perguntei.
"Sei lá. Não entendo aquela mente maluca."
Lisa Allen é um porre. A garota é mentirosa e ardilosa. Um verdadeiro chiclete e não sai do meu pé. Não importa o que eu diga ou faça. É não, ela não é apaixonada, iludida ou algo do tipo, ela apenas quer que todos vejam ela comigo.
Ela é a primeira mulher pela qual me arrependo de ter transado. Porque porra, a garota não me dá sossego com suas cenas e joguinhos.
Oiiee amores!!
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Obs: vou tenta posta outro hoje.
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Perdição
RomanceO amor transforma e até os mais fechados corações são capazes de amar. Maya tem apenas 17 anos, é uma menina com sentimentos intensos. De tanto fica sozinha, fez de sua solidão seu próprio lar, o seu conforto. Ama girassóis, a lua e as estrelas. ...
