Maya
Nesse momento vejo Caleb dirigindo até a casa da minha mãe em Canton em velocidade reduzida, como se quisesse prologar o tempo. Mesmo que ele nunca demonstrasse timidez, nervosismo ou algo do tipo, hoje ele não está sabendo disfarçar o nervosismo de ir até a casa da sogra e encarar os olhares sugestivos da minha mãe e suas perguntas fora de momento.
"Está tudo bem?" - perguntei.
"Hã? Sim, tudo bem por que não estaria?" - ele batucou os dedos do volante.
"Nervoso por dirigir novamente?"
"Nunca, não carrego traumas do meu acidente, quer dizer, a pior parte foi o que nós dois passamos." - respondeu.
"Isso é bom, mas acho melhor você para com as corridas por um tempo."
"Maya, não me peça isso. Prometo que prestarei mais atenção e nunca mais irei preocupar você." - ele desviou os olhos da estrada por um momento e me olhou.
"Você acha essas corridas problemáticas demais?" - perguntei. "Sempre tem policias, acidentes e brigas."
"Por muito tempo as corridas foram meu escape da realidade que me cercava, eu me sentia vivo e esquecia toda a porra da minha vida amargurada e infeliz. Quando eu vencia um raro momento de felicidade me cercava, mesmo que no final eu comemorasse sozinho e não tivesse ninguém que notasse minha alegria, eu próprio me bastava."
"Eu vibro por você."
"Sempre vibrou e desde da primeira vez que você me viu correr eu tenho notando que minha felicidade começou a ser compartilhada por você e foram essas pequenas coisas sem importância que me fez me apaixonar por você." - disse ele fazendo meu coração derrete.
"Tá, tá. Vou apoiar todos seus hobbys por mais perigosos que alguns possa ser, sua felicidade é o que me importa. Mas não se esqueça que você prometeu se cuidar."
"Ok." - ele sorriu com os olhos brilhando.
"Bem, basta vira e direita e chegamos em casa." - informei.
"Já?"
"Eu disse que não era longe e se você tivesse dirigido um pouquinho mais rápido teríamos chegado a tempos."
"Não queria te assustar."
"Ah, claro." - falei me livrando do cinto de segurança quando ele estacionou em frente de casa. "Você já conhecesse minha mãe, ela fala demais mas agora está no caminho de ser uma pessoa melhor, o marido dela Charles é fácil lidar, apesar dele falar muito sobre negócios."
"Sua mãe demostrar que sempre deve muitas expectativas quando você apresentasse um namorado." - disse ele. "Estou qualificado?" - ele me olhou.
"Você é muito rico, o que mais ela há de querer?" - falei sorrindo. "Você é perfeito em todo o sentido da palavra, e lembra-se que não estamos buscando aprovação de ninguém."
"Filha, o que estão fazendo? Entre." - minha mãe acenou ansiosamente da porta de casa.
"Vamos." - falei e ele assentiu.
"É bom te ver." - ela me envolveu em um abraço apertada. "Até que enfim você trouxe seu namorado até nossa casa."
"Me sinto feliz em trazê-lo" - falei quando ela cumprimentou Caleb.
"Maya, a quanto tempo." - disse Charles aparecendo na sala.
"Sim Charles, como tem estado?" - o cumprimentei.
"Muito bem, obrigado por perguntar."
"Esse é Caleb, meu namorado." - apresentei.
"Tão novo é já gerenciar uma rede de hotéis? Incrível." - disse apertando a mão de Caleb.
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Perdição
RomanceO amor transforma e até os mais fechados corações são capazes de amar. Maya tem apenas 17 anos, é uma menina com sentimentos intensos. De tanto fica sozinha, fez de sua solidão seu próprio lar, o seu conforto. Ama girassóis, a lua e as estrelas. ...
