Capítulo 75

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Mais tarde naquele dia, eu me encontrei com Peter no estacionamento enquanto o jogo de Lacrosse acontecia a metros dali. O colégio estava cheio, era um jogo importante com uma decisão importante e só eu que não fazia ideia do tamanho dessa importância.

"Tudo bem mesmo você não acompanha o jogo?" - perguntei pela segunda vez.

"Sua animação me contagiou mais." - disse ele. "Vou te dá uns avisos prévios."

"Diga." - falei animada.

"Primeiro cuidado, você deve prestar atenção onde pisa já que é uma fábrica 'abandonada' e segundo, esteja preparada a correr caso algum segurança nos ver lá."

"Ok, ok, o mínimo que pode acontecer é uma noite na cadeia." - falei e Peter deu risada.

"Preparada?"

"Preparada." - afirmei e ele me deu impulso para subir o murro e pular. "Peter?" - falei em meio ao breu o procurando com a mão.

"Aqui." - ele segurou minha mão e me conduziu em meio ao mato alto.

"Acha que alguém nos viu pular o muro?" - perguntei ouvido o barulho no colégio.

"Pouco provável, estava vazia atrás do colégio." - respondeu.

Caminhamos cerca de cem metrôs no escuro até encontrar uma escada a nossa frente.

"Em silêncio vamos subir." - Peter sussurrou no meu ouvido. "O segurança ficar por perto."

Subimos aquela escada de ferro no absoluto silêncio e enxergamos ao fundo uma única lâmpada acessa. Peter manteve meus passos lentos por está na minha frente e me 'puxado', caso ao contrário eu já teria corrido e estado no último degraus a tempos.

"Ali." - apontou Peter para a plantação de girassóis vasta e perfeita a nossa frente.

Meu ar simplesmente sumiu ao vê tamanha maravilha e perfeição. Girassóis em fileiras sendo regados em meio as luzes como se cada roubasse seu próprio brilho.

"É lindo, é perfeito." - falei me sentando ao lado de Peter.

"É como olha o horizonte e não encontra o fim." - falou.

"É exatamente isso." - falei não conseguindo ver o fim daquelas fileiras de girassóis. "Como um mar de girassóis."

"Você realmente gostou, seus olhos estão brilhando." - ele colocou a mão no topo da minha cabeça. "Isso me anima muito."

"Não tenho nem como agradecer. Exijo que me traga mais vezes." - eu sorrir e ele retribuiu.

Eu não sei por quanto tempo ficamos ali em silêncio, apenas observando os girassóis sendo regados.

Eu nesse momento poderia muito bem perdoar Peter pelos vacilos passados, só pelo simples fato dele ter me mostrado as flores que me pai me fez amar e por me fazer lembrar do meu pai em meio dessa lembrança querida.

"As luzes se apagaram." - disse. "Aproveitou bastante?" - me olhou.

"Muito, aproveitei muito." - sorri. "Isso foi demais, Peter, obrigada."

"Não precisa agradecer, contando que esteja feliz, eu estou feliz também." - ele me ofereceu sua mão. "Vamos?"

"Vamos." - segurei e deixei ele me conduzido até a saída.

Continuamos no absoluto silêncio enquanto descíamos as escadas e quase surtei quando uma luz passou sob nós e desviado em seguida.

Peter colocou a mão na boca em sinal para manter o silêncio, mas tudo foi pro água a baixo quando tropecei no último degrau da escada fazendo um enorme barulho no ferro.

PerdiçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora