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Os meses se passaram, e assim como o esperado, anos haviam se concretizado.

Dois anos se passaram e Renjun e Jaemin finalmente estão juntos, trabalhando em seus respectivos empregos e agora morando em seu apartamento próprio no centro da cidade.

O plano era morarem juntos e viver sua vida tranquilamente. Era apenas sobre poder dividir suas vidas juntos.

Passavam os dias no maior romantismo do mundo: cozinhavam juntos, assistiam filme juntos, saiam pra passear e viviam o maior e mais puro amor um com o outro.

Era como um sonho para os dois rapazes, porque eles finalmente viviam o maior amor do mundo, o único que verdadeiramente queriam.

Renjun antes trabalhando numa sorveteria, agora foi contratado pela cafeteria do primeiro beijo dele com Jaemin. Costumou passar capuccino todos os dias ao namorado e em troca receber beijos com gostos cafeinados.

As mães dele deixaram o respectivo cargo da loja para Yeojin e Jeongin, que além de um trabalho mais flexível e produtivo, também era dinâmico — Yeojin era responsável pelo atendimento do caixa e Jeongin da entrega em mesa dos sorvetes, como um garçom.

Chenle e Jisung continuavam trabalhando com os mangás, mas agora ela não era numa banca, era uma loja respectiva a literatura estrangeira e também mangás, isso porque a família de chenle tinha comprado um espaço maior e crescer o comércio (e olha como cresceu).

Donghyuck e Mark também passaram a morar juntos, porém agora com um novo propósito, já que estavam noivos e contando os minutos para seu casamento. Seria na próxima semana e como esperado, os dois estavam tão ansiosos quanto nunca.

Todos deveriam estar devidamente felizes vivendo seus singulares.

— Bom... — Jaemin se aproximou de Renjun, pegando aquele corpo pela cintura e num mesmo instante jogando aquele estrangeiro para cima da cama.

— Ah, não! — ele murmurou já deitado e esperando para receber o coreano sentado em cima de seu colo e o atacando com cócegas por todo o corpo.

— Vem pra cima! — Jaemin o chamava para a briga, rindo e gerando risos altos e exagerados no namorado enquanto passava seus dedos em seu pescoço e barriga.

Renjun tentava o impedir, tentava segurar suas mãos e lutar contra o garoto que atacava seu corpo numa das torturas mais terríveis possíveis.

No entanto, ele só conseguia rir.

Dentro daquele apê grande e espaçoso, no quarto andar havia apenas os dois sentados um em cima do outro sobre a cama, e como não havia mais de dois cômodos fechados, a luz das grandes janelas de frente para o quarto-sala refletia toda a luz do dia e também o movimento do trânsito da rua.

Apenas os passarinhos conseguiam ver tudo o que aqueles dois faziam todos os dias naquele apê e isso era engraçado.

— Tudo bem, tudo bem! — Renjun suplicou, para que Jaemin parasse e em instantes atendeu seu pedido, parando com as cócegas.

Porém, Jaemin ainda não o livrou. Pegou em seus pulsos e os prendeu lado a lado do rosto do chinês. Ele se moveu mais para cima de seu colo e olhou aquele rosto de pertinho.

Renjun nem esperou muito e colou seus lábios no de Jaemin, deu um, dois, três e quatro beijinhos em sua boca, gerando um riso espontâneo e embriagado de Jaemin.

— Eu te amo muito. — ele sussurrou em meio de outro beijo e Renjun sorriu de canto.

— Eu também te amo muito. — mas logo tirou seu sorriso, olhando o namorado com uma de suas sobrancelhas levantadas — Você tá... duro?

Ele sussurrou a última frase. Já Jaemin não exitou e afundou seu rosto entre o pescoço de Renjun, soltando seus pulsos e começaram a rir juntos.

— Ignora. — ele respondeu envergonhado e com dificuldade em meio aos risos.

— Porra, são seis da manhã. — Renjun retrucou, gerando mais risos por parte do coreano — A gente tem que sair daqui a pouco.

Ele insinuava para lembrar que logo precisariam ir buscar seus ternos para o casamento de seus amigos daqui uma semana, mas Jaemin sequer se importava, ele apenas murmurava em seu pescoço.

— Tá sendo difícil viver a vida toda sem sexo. — ele retrucou a altura, mas Renjun não se importou.

— Você ainda sobrevive. — ele sorriu com os lábios — Agora vamos! Temos que nos arrumar pra sair.

Renjun insinuou por estarem ainda de pijamas. Segurou o namorado pelas coxas e forçou seu torço a se levantar com aquele corpo em cima de si e sentar-sem na cama.

Eles se olharam por alguns instantes e notavam a diferença clara de altura. Chegava ser engraçado de certo modo, porque Renjun era mais baixo, mas quem agia como um bebezinho ainda era Jaemin.

— Retiro o que eu disse, eu te odeio. — ele fez um beicinho manhoso.

— Toma um banho que alivia, gatinho. — ele se aproximou e deu um beijinho no beicinho que ele fazia — Vou preparar um café para nós dois.

— Só vou se você for comigo. — ele continuava insistindo e colocava um sorrisinho travesso nos lábios. O mais velho revirou os olhos.

— Olha que eu vou colocar sal no teu café de novo. — fechou a cara, gerando um resmungo alto no coreano.

— Tá bom! — ele se levantou do colo de Renjun e logo foi em busca da toalha jogada no cômodo pouco mais ao lado, continuando a resmungar — Você é um saco.

— Também te amo! — disse um pouco alto e viu Jaemin atravessar a divisa do quarto com a cozinha e ir direto para o banheiro na extremidade do apê.

Ele riu sozinho com aquela cena presenciada e suspirava fundo minutos depois quando batesse seus olhos na raposa de cerâmica posta no cômodo mencionado antes.

Renjun era grato por estar finalmente vivendo seu amor com Jaemin. Todos os dias agradecia por aquilo e isso já fazia dois anos.

Ele amava aquelas manhãs ao lado do seu grande amor e também a ideia de chegar do trabalho no fim do dia e poder dormir ao seu lado.

Ele amava tanto todos aqueles minutos e segundos vivendo ao lado de seu grande amor que nada mais parecia ser importante o suficiente quanto fazer aquele coreano feliz.

"Estará hoje no trabalho como de costume? :)"

Porém como habitual, subiu uma mensagem de alguém conhecido no celular de Renjun.

Estavam vivendo suas maiores alegrias da vida, com exceção de Jeno.

pink letter | renminOnde histórias criam vida. Descubra agora