twenty three.

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Sana's pov 

Minha euforia passa para nervosismo em segundos. Jihyo e eu separamos o beijo. Então escutamos uma voz feminina vindo do lado de fora da sala. 

— Jihyo, você está aí? 

Mina.

Myoui Mina que nos interrompe dessa vez. Chega a ser cômico o fato de isso estar sempre acontecendo conosco. Não aguento mais essas interrupções estúpidas.

— Não pode ser. — Park sussurra e apoia a testa em meu ombro. — São sete da manhã e já estão me procurando? Sete da manhã eu mal cheguei...

Sua mão sai de entre minhas pernas, e ela apoia a mesma em minha coxa. 

— Bom são sete da manhã e estamos assim... — Agora eu falo, envergonhada. — O que faremos, Park? 

— Não se preocupe, só entra no banheiro, eu vou falar com ela. 

Ela separa nossos corpos e segura minhas mãos me ajudando a sair de cima da mesa. Quando me ponho de pé suas mãos vão até a saia do meu vestido e abaixam ela. Acabo sorrindo com esse pequeno gesto. 

Então mais duas batidas na porta soam pela sala. 

— Já vou abrir a porta! — Park grita. — Anda, quando ela sair eu abro a porta para te tirar de lá, não acredito que estão me atrapalhando mais uma vez. 

Eu acabo rindo, pondo minha mão sobre a boca para abafar o barulho. 

Então eu concordo e começo a andar, parece que o desconforto entre minhas pernas não vai passar hoje. Fecho a porta do banheiro, e ao entrar ponho meu ouvido na mesma. Afinal, quero saber o porquê nos atrapalharam. 

Mina, minha antiga chefe começa a falar. 

— Park, porquê demorou? 

— Desculpa, eu estava ocupada. — Ocupada...

— Certo... Você viu, Jeongyeon? Preciso dela e ela sumiu, temos aquela reunião hoje.

— Não... Acabei de chegar. — Park mente muito mal... 

— Entendi, jurei ter ouvido a voz de outra pessoa aqui. — Meu coração palpita. 

— Só tem eu aqui Myoui. 

— Ok, se vir Jeongyeon pode dizer para ela voltar para o seu lugar imediatamente? 

— Com certeza, chefe Myoui. — Park diz brincalhona. 

— Desculpa por falar desse jeito. 

— Não tem problema, Mina, já disse que somos amigas. — Park consegue ser fofa as vezes... 

— Estou indo. 

— Certo, até depois. 

— Até depois, Park. 

Então um silêncio. Me afasto da porta, olho meu reflexo no espelho e passo minha mão pelos meus cabelos arrumando os fios que as mãos de Park bagunçaram. 

Então a porta se abre. 

— Já pode sair. — Ela segura a porta para mim. 

Então eu me retiro do local. 

— Acho que voltar da onde paramos seria estranho...

— Sim, seria. — Ela diz. — E temos que trabalhar. — Ela me lembra dessa triste parte. 

— Certo... Vou voltar para minha mesa... Mas antes eu quero te fazer uma pergunta. 

— Pode fazer. 

Cruel ⋆ sahyo Histórias para pegar e não largar. Descubra agora