RECUPERAÇÃO

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    — Ei, deixa que eu te ajudo com isso. — Falo segurando no braço de Lauren, para ajudar ela a descer da cama.

    — Não aguento mais ficar nesse hospital. — Ela resmunga fazendo uma careta que não consigo decifrar se é de mal humor pela demora do médico ou de dor.

    — Relaxa Picanhinha. Logo menos o carcereiro vem com sua carta de habes corpus. — Dinah fala enquanto ajuda Normani a guardar minhas coisas que elas haviam trago para o hospital nesses dias em uma bolsa.

    — Picanhinha? — Normani pergunta erguendo uma das sobrancelhas.

    — Ué, ela por pouco não vira churrasco? — Dinah explica e fazendo Normani revirar os olhos e suspirar profundamente para o péssimo humor da namorada.

    Mas ao contrário de Normani, Lauren parece ter achado graça e ri da situação.

    — Eu sei, eu sei. — Lauren fala me abraçando pela cintura com seu braço bom, já que o esquerdo seguia imobilizado e continuaria por mais algum tempo. — Só quero ir logo para casa e ver a Angel, estou com saudades da minha pequena.

    — E ela de você meu amor. — Falo dando um selinho nela.

    Lauren estava mais pálida que o normal esses dias, em parte pela falta de sol por estar o tempo todo dentro do quarto do hospital, quanto pela perda de sangue que ela teve na cirurgia. O que a deixava um pouco mais fraca que o normal também, mas o médico disse que logo ela voltaria ao normal, com sua rotineira disposição e sua cor um pouco menos pálida que a atual.

    Dinah fala algo no ouvido de Normani que faz a mulher sorrir e dar um tapa no ombro de minha amiga, era fofo ver as duas juntas, ainda mais depois que finalmente admitiram que estavam juntas.

    — Juro, ainda não consigo acreditar que elas estejam juntas. — Lauren fala baixo para que só eu escute.

    — Como não amor? — Olho para ela com as sobrancelhas erguidas. — Elas nem faziam questão de esconder.

    — Sou tão lerda assim? — Ela pergunta com um ar de confusão.

    — SIM. — Normani grita do outro lado do quarto.

    — Olha só, parece que as coisas estão animadas por aqui. — Ouvimos uma voz masculina abrindo a porta.

    — Você não tem nem ideia, doutor. — Lauren fala praticamente indo em direção ao homem. — E então, já posso ir embora?

    — Infelizmente não, Lauren. — O homem fala olhando para a prancheta em suas mãos.

    — Como não? Eu estou bem. — Ela olhava para todos os lados procurando por uma rota de fuga. — Fala para ele, Camz, fala que eu estou bem. — Ela falava e o homem então começa a rir.

    — Realmente, não enfartou, então o coração está bom. — Ele fala em um tom cômico. — Seus exames estão todos ok, vou só passar as orientações sobre os cuidados em casa e você está livre.

    — Nossa. — Ela fala levando a mão ao peito. — Faz isso não, nada contra ninguém aqui, todos são um amor, mas eu só quero a minha casa mesmo.

    — Entendo bem Srta. Jauregui, então senta aí logo para eu me livrar de você também e voltar para sala de descanso e me esconder enquanto as enfermeiras me procuram.

    Lauren obedece como uma criança ansiosa por ganhar um pirulito.

    O médico avalia a tipoia que ela estava usando e os curativos da cirurgia.

BURNING - Em ChamasOnde histórias criam vida. Descubra agora