Capítulo 22 Divagações

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          Não teve jeito, apesar de eu querer ficar a noite de ontem no quarto, acabamos indo ao jantar de adesão de encerramento do evento, não foi de tudo ruim, esses eventos mais informais e de socialização acabam sendo bons para conversas e futuros contatos e abertura para negociações de convênios e trabalhos em conjunto.

          E foi numa dessas conversas que um professor veio conversar comigo e com o meu marido sobre uma aluna que demonstra ter um grande potencial e que vale a pena um investimento nela, ao final dessa conversa nos foi passado os dados dessa aluna, no momento o nome dela não me foi estranho e ao voltarmos para o hotel eu fui procurar pelo trabalho que uma aluna havia me entregado após a minha apresentação.

          Realmente eu estava certa o nome não me era estranho, o nome apresentado a nós pelo professor foi de Carolina Alvez Correia e a menina que me entregou o trabalho anotou o seu telefone como Carol. Fui olhar mais cuidadosamente o trabalho dela e vi que eram a mesma pessoa. 

          Estávamos cansados e o que fizemos foi tomarmos banho, deixei Hugo entrar primeiro no chuveiro, mas me deu vontade de entrar com ele, mas foi apenas um banho em conjunto, claro que com um carinho e um beijinho ou outro, nada além disso, o enxuguei e fui enxuta por ele e fomos os dois para a cama dormir.

          No dia seguinte, durante o café da manhã Hugo ficou ocupado digitando algo em seu celular e é claro que eu cada vez mais fui ficando curiosa em saber o que de tão importante ele estava precisando fazer com o celular durante o nosso café da manhã, já o vi criticando inúmeras vezes pessoas ou até mesmo casais que se sentam para jantar ou qualquer evento e logo pegam os seus celulares, uma vez ele chegou a dizer que o casal parecia que estar conversando entre eles pelo celular. E em determinado momento não consegui me conter.

          - Está tudo bem Hugo? Algum problema?

          Ele levantou os olhos do celular e fitou os meus.

          - Não menina, nenhum. Estou apenas mudando a minha programação, vamos acabar viajando amanhã, mas iremos para São Paulo, já cancelei a ida para Búzios hoje.

          E é claro que eu passei o restante do café da manhã na curiosidade a respeito do que meu Dono estivesse programando, e certamente o que ele estaria programando para São Paulo. Inúmeras vezes eu levantei como se fosse me servir e passava por ele com um olho bem grande para a tela do celular dele, eu queria saber com quem ele conversava e ainda mais sobre qual era a conversa, mas é claro que ele de forma alguma me deixou perceber algo; peguei um copo d'água e voltei para a mesa bem por detrás dele, mas ao chegar bem perto ele já estava com o celular desligado e sobre a mesa. E assim que sentei-me tive que ouvir.

          - Então, já sabe o que iremos fazer em São Paulo? Leu toda a minha conversa?

           Meu Dono ou Hugo o meu marido, naquele momento era a mistura dos dois e consegui perceber isso, venho pouco a pouco e algumas vezes a duras penas conseguindo perceber quando é um ou outro, claro que dependendo do tema fica muito fácil, quando estamos conversando sobre trabalho, quando falamos dos filhos sempre é o Hugo o meu marido, mas quando o assunto acaba tendo a Suzanne no meio algumas vezes é o Dono, outras o marido e é claro que quando falamos de BDSM é sempre o Dono. E agora nesse momento em que estamos em uma total informalidade, não sei se essa era a melhor palavra para descrever esse momento, mas confesso que fiquei procurando e não encontrei, então usando dessa palavra para o momento eu percebo que o Hugo e o Dono estão misturados e esse é o momento mais difícil para mim, deixe eu tentar explicar. 

          Nessa nossa ida a São Paulo eu imagino que teremos momentos de passeios baunilhas, então é o meu marido programando isso, mas e se a ideia forem eventos BDSM, e eu sei que em São Paulo há algumas casas bem específicas no tema, nessa hora é o meu Dono, mas também pode acontecer de estarmos tendo momentos em que essas duas coisas se misturem, estarmos passeando por algum parque ou museu, um passeio de marido e mulher, e eu estar tendo que usar um plug, bolas chinesas ou até mesmo clamps então serão Dono e submissa, acho que fica claro que se eu disser que por sobre a roupa eu seria uma esposa comportada, passeando de mãos dadas com o marido e sob a roupa eu seria a submissa que estaria usando o determinado pelo Dono, estaria melada, com sensações de dor e prazer.

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