Lunna é uma mulher bem resolvida em todos os aspectos, principalmente sexual. Embora seja extremamente livre, se vê presa pelos fantasmas do passado.
Sua mãe morreu quando ainda era criança, o pai não chegou a conhecer. Foi criada pela tia que a tr...
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LUNNA JOHNSON
Enrolo o meu cabelo na toalha, abraçando o meu corpo com o roupão de banho. Vou até a pia, onde os produtos que mais costumo usar estão organizados. Pego o meu creme corporal e passo pela minha pele, aproveitando para fazer uma massagem.
Tiro a toalha do cabelo, passo o protetor térmico e uso o meu secador. Como quero bem lisinho, passo a prancha também e finalizo com óleo de cabelo. Faço uma maquiagem simples e escolho um batom marrom, fica lindo.
Coloco o meu conjunto azul escuro de lingerie, visto a calça preta de látex. Tenho várias dessa, é o meu xodó porque marca as minhas curvas sem ser um vulgar. Pego um blusão social e o coloco, deixando-o solto. Para completar tudo, um salto agulha que também é preto.
Ao terminar de me arrumar, passo o perfume pelo meu corpo sem economizar uma gota. Passo pelo meu quarto, pego o meu celular e a pasta de trabalho. Saio da suíte e nem passo na cozinha, sou a primeira a sair como sempre, indo direto para a garagem esperar o táxi que chamei.
Lu vive brigando comigo, diz ela que eu gasto muito dinheiro com táxis. Não está errada, porém não tenho talento para dirigir, o que me torna um perigo ambulante no trânsito. Sendo assim, prefiro gastar com transporte ao causar um acidente sério.
Está tudo bem não ser boa em tudo, ninguém precisa ser perfeito.
_ Bom dia.- Cumprimento o motorista assim que entro no carro.
_ Bom dia.- Sorrir, através do espelho, educadamente.- Para onde vamos?
Dou o endereço da cafeteria que tem ao lado da empresa e assim seguimos a caminho do meu último dia de trabalho. Sim, já aceitei a realidade, não me resta outra opção.
Depois que cheguei em casa e consegui me acalmar, pensei bastante enquanto degustava uma taça de vinho. Estava sozinha na minha suíte, Luísa e seus maridos tinham se trancado no quarto e sabe se lá o que eles estavam fazendo. Só sei que agradeci muito pelo isolamento acústico, que nos impede de escutar a foda deles.
Por mais que o meu cunhado Domenick tenha me aconselhado a conversar com Amanda, não farei isso. Ele pode conhecer a versão dela como prima, mas eu conheço uma que é totalmente diferente, a Amanda focada nos negócios.
Não quero dar o gostinho dela me demitir por um erro meu, contar toda a humilhação que passei. Ou a maldita mulher gostosa, desconsiderem a última parte, vai lavar as suas mãos, ou irá me fazer uma proposta parecida.
É nítido o quanto ela e seu marido desejam me levar para a cama, eles não escondem quando estamos em um clima mais descontraído. Apesar que de um tempo para cá não estão mais insinuando nada, será que perderam o interesse?
Enfim, não importa. O ponto é que não me deixarei ser humilhada novamente, me recuso a voltar prestar esse papel. Por isso já escrevi a minha carta de demissão e hoje mesmo irei a entregar, desligando-me da empresa imediatamente.