CAPÍTULO DOZE: Confusão de sentimentos.

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LUNNA JOHNSON

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LUNNA JOHNSON

Adentro a minha sala, pego a minha bolsa e celular. Saio do escritório com raiva, andando tão rápido e pesado que o barulho do salto ecoa por todo ambiente. Sinto alguns olhares curiosos na minha direção, mas basta uma encarada mais demorada e todos se recolhem com medo, olhando para qualquer coisa que não seja eu.

Assim que saio do prédio, avisto o carro preto luxuoso à minha espera. Como se estivesse indo para a minha sentença de morte, caminho até ele. O motorista, gentil como sempre, abre a porta para mim e fecha assim que entro.

Como minha amada chefe- contém ironia- afirmou, o percurso foi levemente demorado já que não é tão perto. Para ajudar o tempo a passar o mais rápido possível, abri, no meu celular, o arquivo do caso que estou e fui lendo a tese final que montei.

O caso Denis é o principal, até então. O julgamento está marcado para sexta-feira, daqui a dois dias. Estou pronta para levar isso até o final, mas sempre estou relendo o caso inteiro. É o caso que pode mudar minha carreira para sempre, não posso cometer erros.

_ Chegamos.- O motorista avisa.

Desligo o celular, guardando na minha bolsa. Pela janela eu encaro o bairro; é afastado do centro de Nova York, então não é tão tumultuado assim. Composto de casas largas, mas pequenas.

Estamos, mais precisamente, em frente a uma que é toda branca e com um lindo jardim em frente. Em hipótese nenhuma eu imaginei que seria assim, na minha cabeça era bem diferente.

Concordo com um manusear de cabeça, saindo do veículo. Respiro fundo, procurando coragem para começar logo com esse pesadelo, assim poderei sair dele mais rápido.

Adentro a casa, dando de cara na recepção que fica no hall de entrada. Dou o meu nome e a recepcionista reconhece que já estou com hora marcada, chamando um outro empregado que me guia pelos corredores e me deixa em uma ala mais discreta. Tem poltronas confortáveis bem ao lado de duas portas grandes de madeiras.

_A doutora irá atendê-la em breve.-Avisa.

_Obrigada.

Sento em uma poltrona, deixando a minha bolsa ao lado.

Aqui está terrivelmente vazio e silencioso, acredito que seria capaz de escutar um alfinete caindo no chão. Se a intenção era causar paz e conforto, não conseguiram. Sou tão acostumada com o caos de Nova York que esse tipo de sossego me incomoda, como se fosse me sufocar a qualquer momento.

Miro o meu olhar no quadro à minha frente. É uma tela linda, com diversas camadas de tinta e uma linda mistura de cores. Um pequeno meio círculo no centro da parte de baixo. Depois têm uma cor amarela, em cima o amarelo se mistura com o laranja e marrom. Em cima, nas pontas do quadro, e bem menor do que os outros, estão cores bem mais escuras e difíceis de decifrar.

Na parte azul tem a frase "toda dor é por enquanto".

Fico de pé, indo até a pintura. Observo o quadro emoldurado, tudo muito bem feito e cuidadoso.

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