CAPÍTULO VINTE E SETE: Opinião alheia.

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LUNNA JOHNSON

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LUNNA JOHNSON

DOIS ANOS E MEIO DEPOIS

O vento gelado do inverno bate contra o meu rosto, secando o suor que estava descendo pela minha face. Passo o pulso pelo meu rosto, secando o suor. Continuo correndo pelo central park, o que nessa época do ano significa que estou correndo na neve, vendo as árvores cobertas pelo cobertor branco.

Estamos bem pertinho do natal, minha época favorita do ano. Em todo local que olho, vejo pisca pisca, muitas árvores e enfeites natalinos por todo lado. Os streamings estão cheios de filmes natalinos e na maioria das lojas que entramos, a música jingle bell toma conta do ambiente.

Natal, para mim, significa momentos maravilhosos em família. A mesa cheia, comidas deliciosas, todas pessoas com um lindo sorriso e muitas brincadeiras. Também é a época dos milagres, porque a milhares de anos Jesus nasceu e o mundo nunca mais foi igual. Porque a dois anos, após longos seis meses de fisioterapia, no início de dezembro eu comecei a andar com andador e no natal estava andando.

Natal é milagre, amor e união. É a época mais mágica e maravilhosa do ano.

Meu smartwatch apita, avisando que minha uma hora de corrida já chegou ao fim. Acelero os passos, parando na frente do meu prédio que fica na cara do parque mais famoso do nosso estado, um sonho, não?

Depois que recuperei os movimentos das minhas pernas e se tornou seguro, retornamos às nossas vidas. Luísa me chamou para morar com ela e o casal de deuses gregos fizeram o mesmo convite, afinal moramos juntos por mais de oito meses. Mas achei que me faria bem morar sozinha, aprender a amar um pouco mais minha companhia.

Conversei com a minha irmãzinha e decidimos alugar o apartamento que havíamos comprado com esforço. Até pensei em morar lá, mas como na época tínhamos poucos recursos, havíamos comprado em uma cidade vizinha a Nova York que o custo de vida é mais baixo. Eu ficaria muito distante do trabalho morando lá.

Foi pensando nessa logística que decidi morar em Manhattan, o coração de Nova York. É absurdamente perto do escritório, mas um pouco distante da casa dos meus amigos. A princípio pensei em alugar, mas Amanda e os primos, junto com a Lu, me deram um apartamento em um dos melhores condomínios de presente.

Assim que adentrei o ambiente luxuoso e acolhedor, fui direto para a minha suite. No meio do caminho mesmo fui tirando minha roupa, entrando no box e me deliciando no banho quente.

Uma das coisas que mais sinto falta é de Amanda me dando banho. A leveza que sua mão passeava pelo meu corpo, o sorriso acolhedor e o olhar amoroso. Meu corpo fica quente com a lembrança e me obrigo a pensar em outra coisa.

Ao terminar o meu banho, tenho toda a minha rotina de beleza e escolho a roupa para trabalhar. Escolhi uma saia de couro verde cintura alta, com uma blusa social branca por dentro e os três primeiros botões abertos, mostrando um pouco do sutiã de renda. A sandália é um salto na cor da saia.

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