CAPÍTULO TREZE: Acidente.

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COMENTEM, senão eu sumo de novo!

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CHRISTIAN RIVEIRA

Meu celular apita, avisando sobre uma mensagem nova. Rapidamente seguro em minhas mãos e abro a tela e vejo as notificações, vendo se tratar de um número desconhecido. Abro na conversa e leio a mensagem:

"Sua última chance."

Não tem remetente, foto e nem mesmo apelido na conta do Whatsapp. É como se um fantasma tivesse me mandado uma mensagem. Quem ver por cima, não entende o que a pessoa quis dizer e, com toda certeza, iria ignorar. Entretanto, mesmo sendo extremamente vaga, sei exatamente do que se trata; o caso Denis.

A semana toda tenho recebido ameaças, deixando claro o quanto desejam que eu cancele a audiência que está marcada para amanhã. Começou segunda de manhã e não parou mais, recebo esse tipo de avisos, ao menos, quatro vezes por dia.

Na segunda-feira eu não me importei, só encaminhei para a minha equipe e bloqueei o número. Quando foi de tarde, mais uma mensagem do mesmo tipo, dessa vez de um número diferente. Entretanto não vi na hora, estava em audiência a tarde toda e quando peguei o celular, a mensagem tinha ido para baixo em meio às novas.

Na terça feira enviaram novamente. Naquele momento vi imediatamente e li a antiga, começando a ficar irritado. Novamente enviei para a minha equipe e bloqueei o número. Processo que se repetiu o dia todo, pois eles ficaram mais incisivos.

Quarta feira-ontem- já tinha perdido a paciência. Tirei o meu chip e o queimei, tanto pessoal quanto profissionalmente. Até dos meus celulares eu desfiz, mandei comprar tudo novo.

Amanda estranhou, o que me obrigou a contar para ela e a deixar preocupada. A cada hora minha esposa me liga para saber como estou.

Dei o número novo, principalmente o pessoal, para as pessoas mais próximas; minha mulher e meu primo. Nem para os cônjuges dele eu dei. Sei que nenhum deles faria algo para me machucar, foi mais para garantir um número restrito de pessoas.

De início adiantou, mas quando foi a noite recebi mensagens novas que criaram uma frequência. Só demorou um pouco porque tiveram trabalho para achar o número novo, mas isso não os impediu.

Mesmo sabendo que não vai adiantar, bloqueio o número depois de encaminhar para a minha equipe. Guardo o celular no bolso.

_Droga.- Praguejo.

Saio da minha cadeira, coloco o meu paletó e saio do meu gabinete. Vou para a sala ao lado, onde fica a minha equipe de segurança.

_Senhor.- Estevam se levanta assim que me ver chegar.

Ele é um homem alto e negro, muito bonito. Está sempre sério, poucas foram as vezes que o vi sorrir. Pelo nosso país ele já lutou em guerras, o que o torna um ótimo segurança.

_ Viu a mensagem que te mandei?

_ Sim, já enviei para o pessoal do TI.

_ Dessa vez eu não estou mais com paciência, algo me diz que esse pessoal não está de brincadeira. Eu quero o nome de quem está hackeando o meu celular e quando tiverem, quero os melhores lá para obter informações que serão entregues ao fbi de forma anônima.

Nossa AdvogadaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora