CAPÍTULO VINTE E NOVE: Festa de natal da empresa.

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LUNNA JOHNSON

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LUNNA JOHNSON

_ Boa tarde, princesa.- Luísa me saúda com um sorriso assim que adentro a casa dela.

Abro os meus braços, jogando-me no colo da minha melhor amiga. Lu me abraça o mais apertado que consegue, fechando a porta atrás de mim.

É horário de almoço, as crianças estão na escola e os meninos trabalhando.  Lu deveria estar na confeitaria, mas eu já tinha avisado da festa de hoje e ela havia se oferecido para me ajudar. Eu aceitei e agora agradeço por isso, preciso tanto desabafar e a melhor pessoa para fazer isso é a minha irmãzinha.

Depois do que aconteceu ontem, o beijo tão delicioso que eu e Amanda trocamos na parte da manhã, sinto que vou explodir. Naquela noite eu abri uma das minhas melhores garrafas de vinho, sentei na minha janela com vista privilegiada para o central park e degustei da bebida.

Meus pensamentos me tomaram, a hora passou rápido e a garrafa acabou sem que eu percebesse.

_ O que aconteceu?- Lu questiona.

_ Podemos ir para o meu quarto?

_ Claro.

Eu não moro aqui, mas tenho o meu quarto com milhões de pertences meus.

Me jogo na minha cama e Lu faz o mesmo, abraçando-me de conchinha. Sua mão sobe até o meu cabelo e começa a fazer carinho nele. Ela me conhece melhor do que ninguém, sabe que tem algo de estranho, mas me dando tempo para contar.

Sento na cama e minha amiga também, ficando de frente para mim.

_ Eu, Christian e Amanda parece certo para você?- Pergunto.

_ Como assim?

_ Depois de tudo que eu falei deles, da forma que me portei com eles, parece errado desejar tanto eles. É como se eu não os merecesse e a minha punição por tudo aquilo fosse os ver, desejar mais do que tudo e nunca os ter de verdade.

_ Meu amor, não cai nessa armadilha novamente de se diminuir tanto ao ponto de não achar que é merecedora das coisas boas que a vida está colocando na sua vida. Eles já te perdoaram por isso, passaram uma borracha e esqueceram. Então, se as pessoas que foram feridas não acham isso de você, cale essas vozes da sua cabeça e se permita viver.

Coloco a mão no meu pescoço, apertando levemente a região. Subo para o meu rosto e parei no meu couro cabeludo.

_ O que houve?

_ Amanda e eu nos beijamos.

Luisa pula na cama, batendo palmas em comemoração. Fico sem graça com a reação, vendo o quanto ela demonstra felicidades. Minha irmã, sem sombra de dúvidas, é a que mais torce por nós três. Seus maridos também, mas ninguém se equipara a ela.

_ FINALMENTE!- Grita.- Estou a longos anos esperando por isso, FINALMENTE.

_ Não é para tanto.- Sorrio sem graça.

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