CAPÍTULO DEZESSETE: Odeio a minha vida!

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DOIS MESES DEPOIS

DOIS MESES DEPOIS

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AMANDA RIVEIRA

_ SAI DAQUI!- Escuto o grito de Lunna e logo em seguida o som de algum objeto batendo contra a parede e o grito da cuidadora.

Bem, lá se vai mais uma enfermeira.

Tem, exatamente dois meses que Lunna está morando comigo e sob os meus cuidados. Nesse meio tempo ela já fez questão de mandar embora oito pessoas que contratamos para cuidar dela.

Sim, oito!

O tempo máximo que uma ficou aqui foi uma semana. Essa de agora está no terceiro dia, mas tenho certeza que não vai querer continuar após o surto de sua paciente... nenhuma quis.

Daqui a pouco não conseguirei contratar mais ninguém. As duas últimas já foram bem difíceis, tivemos que oferecer valores muito acima do comum. Tenho certeza que todas estão fazendo propaganda negativa da gente, deixando com medo qualquer futuro candidato.

Meu marido pega a minha mão em cima da mesa, apertando ela como sinal de apoio.

_ Eu não aguento mais isso.- Confesso.

Pego a minha taça de vinho em cima da mesa, virando tudo de uma vez só.

Estava certa quando imaginei que essa seria a minha melhor amiga. Bebi mais álcool nesses últimos meses do que em um ano, olha que não é pouco.

O álcool e o sexo tem sido o meu refúgio. Chris tem tido um trabalho em dobro, afinal já era insaciável antes e agora estou bem pior. Os orgasmos maravilhosos que ele me proporciona me acalmam e me dão coragem para aguentar mais um dia.

_ Respira.- Chris.

_ Preciso ir lá.- Fico de pé, dou um selinho nele e saio da sala de jantar.

Céus, eu só queria terminar de jantar em paz. Ao menos uma refeição sem chilique da Lunna seria pedir demais? É, eu acho que sim.

Pois é, ela tem me dado trabalho. Nunca quer comer e quando alguém tenta incentivar é como se estivesse entrando em um cenário de guerra.

Se ela já tinha um gênio difícil antes, agora está muito pior. Estar presa a uma cadeira de rodas, como ela mesma diz, a deixou de muito mal humor. O resquício de Lunna brincalhona e sorridente foi embora.

Não, a situação dela não é permanente, graças a Deus. Não entendo ao certo o que aconteceu, mas com fisioterapia e bastante dedicação ela volta a andar. O único problema é que ela não está nem um pouco dedicada.

Lunna entrou em depressão profunda, não tem mais vontade nenhuma de viver. Só fica trancada no quarto, deitada e com nenhuma vontade de levantar. Com muita luta ela aceita tomar um banho e uma guerra ainda maior se alimentar.

Ela retirou o gesso recentemente, tem apenas uma semaninha. Estou tentando a convencer de aceitar fazer fisioterapia, mas tem sido difícil.

_ O que está acontecendo aqui?- Indago ao chegar no seu quarto.

Nossa AdvogadaOnde histórias criam vida. Descubra agora