CAPÍTULO DEZ: .Afogando as mágoas

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LUNNA JOHNSON

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LUNNA JOHNSON

Abro a porta do meu apartamento e o adentro, colocando as malas para dentro também. Fecho a porta com raiva, sem me importar com o barulho que faz e nem se pode quebrar. Neste momento, após tudo que aconteceu, não me importo mais com porra nenhuma.

Todo o local está conservado, limpinho e organizado. Mesmo ficando mais na casa da Luisa, sempre paguei para manter esse local habitável. Nunca quis vender, o valor sentimental era muito grande, afinal foi o primeiro local que as duas realmente tiveram para chamar de lar.

Mas, no fundo, acho que o meu subconsciente já sabia que aquela falsa iria fazer isso comigo. Ainda não acredito que ela foi capaz de me expulsar de casa só porque falei algumas verdade na cara dela. O direito à opinião foi para a puta que pariu e ninguém me avisou?

Caminho até o móvel da televisão, pegando um dos porta retratos que está guardado ali. Passo o dedo pela imagem, sentindo os meus olhos se encherem de lágrimas. Essa foto nós tiramos no nosso primeiro dia nesse apartamento: ela ainda era morena e o meu cabelo estava bem menor.

ALGUNS ANOS ATRÁS

_ Conseguimos, Lu, esse é o nosso cantinho.- Abro os meus braços animada, girando no meu próprio eixo.

O apartamento é bem simples e nem é tão grande assim, mas ele é nosso. Conseguimos comprar com o dinheiro, fruto de muito esforço e sacrifício, que juntamos nesses últimos meses.

Eu fiquei fazendo diversas horas extras, pegando muito mais casos para resolver do que um ser humano sozinho daria conta. Mesmo recebendo bem por causa disso, continuei morando no quarto minúsculo que alugava, economizando o máximo possível. Já tem meses que o meu armário não recebe um item novo, o que me fez ter poucas coisas para trazer.

Luisa ficou morando com os seus patrões, os pais da criança que ela cuida. Eles sempre gostaram muito da minha amiga, principalmente do trabalho dela. Essa mulher é uma santa, têm um amor e carinho tão grande por crianças, chega a ser lindo de se observar. Na sua folga ela pegava outra criança para cuidar, aproveitava o tempo livre para passear com os cachorros e fazer uns bicos extras. Assim como eu, só têm comprado o essencial.

Tanto esforço, por muito tempo, teve os frutos que queríamos. Juntamos o que as duas conseguiram guardar, compramos a vista esse apartamento, mandamos pintar e ainda sobrou dinheiro para comprar alguns móveis de segunda mão. 

_ Isso é real?- Os seus olhos brilham.

_ Agora você têm a sua casa, amiga.- Sorrio grandemente.

_ Nossa casa, maninha.- Para ao meu lado.- Ainda temos muitas coisas para arrumar, mas aos pouquinhos nós conseguimos deixar tudo com a nossa carinha.

_ Vou continuar pegando alguns casos extras. Não tantos, mas o suficiente para juntar um dinheiro e comprarmos as coisas novinhas para mobiliados com móveis novos.

Nossa AdvogadaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora