Lunna é uma mulher bem resolvida em todos os aspectos, principalmente sexual. Embora seja extremamente livre, se vê presa pelos fantasmas do passado.
Sua mãe morreu quando ainda era criança, o pai não chegou a conhecer. Foi criada pela tia que a tr...
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AMANDA RIVEIRA
_ Trouxe para você.- Christian estica a mão com uma embalagem de café para viagem.
Saio do abraço com Luisa, focando a atenção no meu marido. Pego o copo de sua mão, sentindo o mesmo quente. Aproximo de minha narina, inspirando o cheiro para sentir o aroma do café me enjoar.
Sou apaixonada pelo líquido, praticamente viciada. Mas no momento não sinto vontade de comer nada, a preocupação me toma por completo.
Afasto a embalagem da minha face, fazendo um cara de descontentamento e negando com a cabeça. Vejo Chris respirar fundo, um claro sinal de quando está começando a perder a paciência.
Vejo Lu ter uma reação parecida com o que quer que Domenick tenha trago para a sua esposa. Assim que terminou sua reunião mais importante, ele cancelou o restante de seus compromissos e veio dar apoio a esposa. Thomas e Tyler também vieram, mas tiveram que ir embora mais cedo para ficarem com as crianças.
_ Meu amor, faz mais de oito horas que estamos aqui e você não comeu nada esse tempo todo. Não irá ajudar Lunna se precisar ser internada também.
Pacientemente, Chris tenta me convencer, sentando-se ao meu lado.
_ Não sinto fome.- argumento.
_Ainda assim precisa se alimentar.
Me estende um saco de papelão Por curiosidade o pego, abro e vejo o que tem dentro: um donuts de chocolate, meu favorito.
Concordo com a cabeça, sabendo que ele está certo. Estamos aqui a horas esperando alguma notícia de Luna, tendo as chances de passar a madrugada toda esperando por novidades. Esperamos que essa demora toda seja um presságio de boas novas.
Consegui comer metade da rosquinha e tomar o café expresso todo. O gosto não é dos melhores, mas dá para encarar.
Ao terminarmos nossa breve refeição, o silêncio se instalou novamente. Não conseguimos pensar em nenhum assunto para conversar, nem sequer tínhamos vontade disso. Acredito que todos nós aproveitamos o silêncio para falar com Deus, implorando a Ele para que tudo ficasse bem.
_Parentes da senhorita Lunna Johson?
Um médico ruivo, que não tem mais do que trinta e cinco anos, surge na sala de espera.
_Somos nós.- Luisa levanta rapidamente.
Ficamos todos de pé em questão de segundos, rodeando o médico em busca de notícias. Ele levanta alguns papéis que estão na sua prancheta, demorando um pouco antes de voltar a falar.
_ Ela acaba de sair da cirurgia e ser encaminhada para o quarto, estarão liberados para vê-la dentro de poucos minutos.
Solto o ar aos poucos, começando a me sentir aliviada. Não sei como ela está, se terá algum dano permanente ou não. No momento, só de saber que Lunna continua entre nós já é um alívio sem igual.