CAPÍTULO DEZESSEIS: Dia sem fim.

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AMANDA RIVEIRA

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AMANDA RIVEIRA

_ Minhas pernas.- Lunna fica repetindo diversas vezes, enquanto seu rosto são apenas lágrimas.

Tento pegar na sua mão, mas ela foge do meu toque como se esse queimasse.

Ela, obviamente, não está bem. Seu choro fica cada vez mais forte, ecoando por toda a ala. Eu fico olhando ao redor, totalmente perdida e sem saber o que fazer.

Quero que ela entenda que eu estou aqui, que ela não está sozinha de forma nenhuma. Mas Lunna, com a sua teimosia de sempre, parece se trancar no seu próprio mundo de dor e sofrimento, piorando a sua situação.

Parte o meu coração ver ela assim. Queria poder fazer algo para a ajudar, sei que as coisas que ela faz é guiada pela dor e pelo medo. Que é a sua criança tomando a frente das decisões.

_ Meu Deus.- Coloca a mão no alto da cabeça.

_ Voltei.- Christian, que eu nem percebi que tinha saído, volta com o médico que falou com a gente mais cedo.

_ O que houve?- O doutor questiona ao ver o estado da Lunna.

_ Ela não está sentindo as pernas.- Conto.

_ Luna, preciso que se acalme.

Ela só negou com a cabeça.

Ele se afasta, ficando alguns segundos longe e voltando com uma seringa. Ele coloca o líquido no acesso e, dentro de pouco tempo, Lunna vai ficando mais calma até voltar a dormir.

_ O que o senhor fez?- Christian.

_ Apliquei um calmante nela. Provavelmente juntou com o efeito da anestesia que ainda estava fraco, por isso ela apagou.- Nos explica.- Ficar nesse alvoroço não faria bem a ela, só prejudicaria o quadro.

_ A paralisia nas pernas é permanente?- Pergunto sentindo um nó na garganta.

_ Quando ela estiver acordada e mais calma, faremos uns exames para descobrir. Por ora, seria melhor se vocês fossem para casa e descansassem, ficaram aqui o dia todo. Nossa paciente só irá acordar amanhã, em mais um dia cheio.

Concordamos com a cabeça. Como da outra vez, desapareceu em questão de poucos segundos, deixando-nos a sós com ela, as enfermeiras e as máquinas que a monitoram.

Respiro o mais fundo que consigo. Meu coração se enche de preocupação por Luna.

Vou ao banheiro e volto com a toalha de rosto molhada. Passo, delicadamente, o pano macio pelo rosto dela, secando os vestígios de suas lágrimas. Ao perceber que ela está arrepiada, a cobri novamente, embalando como se fosse um neném.

Sei que desde que nós conhecemos ela não foi muito com a nossa cara, fazendo o que podia para nos manter afastados. Sempre tentando se mostrar tão forte, autossuficiente e feliz com a sua vida. Mas então olho nos seus olhos tão tristes e sem vida, que toda a raiva pelas suas palavras somem e eu só quero cuidar dela.

Nossa AdvogadaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora