Capítulo 16

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   Tentei respirar fundo mas parecia que tinha algo impedindo o ar de chegar aos meus pulmões

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   Tentei respirar fundo mas parecia que tinha algo impedindo o ar de chegar aos meus pulmões. Estava andando naquela maldita esteira como fazia todos os dias em busca de voltar ao normal o mais de pressa possível. 

          - Já tá bom por hoje. - o médico disse se aproximando. Neguei com a cabeça sem me dignar a responde-lo. 

          - Ainda falta... a bicicleta. - contestei, desligando a máquina. 

   Esperei alguns segundos antes de descer e ir até o outro aparelho. Me sentei e respirei fundo antes de começar a pedalar. Vi ele se aproximar pela visão periférica. 

         - Como seu médico, aconselho que encerre os exercícios. Amanhã podemos continuar. - diz calmamente 

    Tive que rir daquilo.

         - Pelo que eu saiba o meu médico é a doutora Watson. - devolvi sem parar de pedalar. Não gostava nada desse médico imbecil. 

         - A doutora Watson está em cirurgia agora, e é o meu dever cuidar de você. - repetiu oque sempre dizia

    Encarei o homem, querendo que me entendesse de uma vez por todas. Essa insistência já estava ficando ridícula.

         - Eu não sou criança pra você ter que ficar responsável pro mim. - joguei ríspido e vi ele revirar os olhos. 

    Parei de pedalar e me levantei. Não era possível que aquele idiota estava mesmo querendo se matar. 

        - O que você tá fazendo? - quis saber nervoso

        - No momento estou me perguntando por que não socar a tua cara - disse ficando frente a frente com o idiota 

        - Olha só cara, eu só tô tentando fazer o meu trabalho. - começou com o maxilar travado - É você quem tá dificultando. 

        - Tô pouco me fodendo pra você. - rosnei irritado. - Agora sai daqui e me deixa sozinho se não quiser levar um na cara.

      Eu já estava frustrado o bastante pela minha condição pra esse idiota metido a médico vir me regredir por acreditar que eu não consigo. Sou eu quem decido os meus limites, apenas eu e mais ninguém. 

        - Já chega, eu vou chamar os seguranças. - disse digitando alguma coisa no bip - Você é pior que criança, não vou mais tratar de você.

    Meu sangue subiu na hora, e eu sabia que não seria nada bom. Quando dei por mim estava em cima do mauricinho metralhando ele no soco. O idiota tentou se defender mais não súrtil efeito algum. Eu só via vermelho na minha frente, e avancei. 

    Não demorou muito para os seguranças aparecerem juntos com alguns enfermeiros. Os caras de preto me seguraram e eu recebi uma injeção. Foi parecido com o meu primeiro dia aqui. Não demorou muito para que eu apagasse. Não resisti e dei boas vindas para a escuridão. 

Implosão (MC ABISMO Livro 3)Onde histórias criam vida. Descubra agora