CAPÍTULO 22

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***

LORENA

Acordei com um terrível aperto em volta do corpo, me surpreendo por não ter acordado antes. Tateando com as mãos percebo serem braços, com um pouco de esforço olho para trás e me deparo com Hera, colada em mim.

Observo seu cenho franzido, mesmo dormindo ela parece irritada. Tento me virar dentro dos seus braços, mas não tenho muito sucesso, então, continuo deitada, deixando as lembranças dos últimos acontecimentos me atingirem.

Me sequestraram, ou pelo menos tentaram, mas de alguma forma Hera me encontrou. Olho novamente para o rosto dela, procurando algum indício do que tinha acontecido, obviamente não encontro nada.

Penso em Branon, meu suposto pai. Um embrulho no estômago me deixa desconfortável. Abro a boca para respirar com mais afinco, esperançosa de que o enjoo passe, no entanto a sensação só piora. Sem outra alternativa afasto os braços de Hera bruscamente para correr para o banheiro a tempo de pôr o conteúdo do meu estômago para fora.

O som dos passos dela vindo logo atrás não é uma novidade. Segundos depois sinto as mãos cálidas e quentes dela massagear as minhas costas enquanto a outra segura os meus cabelos.

Quando acho que meu estômago está prestes a sair pela boca, sinto os soluços pararem e respiro aliviada. Hera põem a banheira para encher e tento reconhecer o lugar, não se parecia com o meu quarto na mansão de Anna.

Hera me pega no colo e entra comigo na banheira, como nenhuma de nós vestia roupas além de calcinha e top, não foi incômodo.

— Como se sente? — ela pergunta, sua mão massageia meu couro cabeludo, gesto que causa arrepios em meu corpo.

— Melhor — digo com um sorriso fraco, mesmo sabendo que ela não o vê porque está atrás de mim. Ela suspira. — Você me encontrou. — Viro parte do meu corpo para encará-la. — Obrigada.

Noto os olhos dela marejados e me viro por completo. Nunca vi Hera chorar, seu jeito sempre irritado e mandão não dão abertura para a imaginarmos como uma pessoa frágil. Nesse momento, vejo como minha companheira também precisa de mim.

Acaricio seu rosto com gestos circulares do meu polegar em sua bochecha, ela fecha os olhos e suas lágrimas começam a cair, ela não tenta escondê-las de mim, muito menos parece envergonhada por chorar na minha frente.

— Você me encontrou, eu estou bem agora — repito para tranquilizá-la. Beijo seu rosto, demorando meus lábios em sua pele. Ela não se afasta e fecha os olhos.

— Quase te perdi, por besteira — ela murmura e sinto meu peito se apertar. Sua voz está rouca.

— Mas não perdeu... ei... — Seguro seu rosto com minhas duas mãos e a forço a me olhar. — Você me encontrou e agora estou bem, tenho certeza que não vai acontecer de novo. — Mais lágrimas caem e um soluço escapa dela.

— Fiquei com tanto medo. — Ela fecha os olhos, cedendo a uma série de soluços.

Surpresa, a abraço, subo em seu colo e aperto seu rosto em meu peito, Hera retribui o gesto apertando seus braços ao redor de mim, e assim ficamos por vários minutos, até seus soluços passarem.

— Você é a mulher mais forte e inteligente que eu conheço, todo mundo sabe disso, sei que isso não vai acontecer de novo, não foi sua culpa, não foi culpa de ninguém, não podíamos imaginar que alguém seria capaz de invadir a Alcateia Suprema — falo apertando ela contra mim.

PASSADO - SÉRIE ONE WOLF VOL. 3Onde histórias criam vida. Descubra agora