Um mês que tudo aconteceu , e lá estava uma mãe desolada que já não comia , não dormia , não vivia , onde molhou todos os cômodos de sua casa com suas lágrimas, ela fez bem em mandar o filho ? Porque até agora não obteve resposta? Porque ela havia se arriscado tanto?
Estava desolada no quarto do filho , cheirando sua roupinha favorita em seu colchaozinho no chão , seu corpo doía devido as constantes agressão , principalmente agora que ela sempre estava chorosa pelo filho e isso irritava o porco do marido que ela tinha , ela estava deitada quando o energúmeno entra no antigo quarto do filho.
P: eu vou comprar coisa para você fazer comida sua imprestável, eu preciso comer pra conseguir sustentar essa merda dessa casa !
E: eu não quero ir ....
P: não tô dizendo que você vai sua chorona ridícula, nem teu filho te aguentou e fuigiu , não quero você com esse chororó todo perto de mim !( Fala e bate a porta a deixando chorando)
Em outro lugar , um pouco distante dali ...
D: papai eu gosto de trabalhar com você !
Fala no carro sentadinho de terninho, Arthur não resistiu quando o pequeno não quis largar dele nem pra trabalhar, e quando o Daniel disse que queria ir trabalhar igual o Arthur o próprio mandou fazer vários treinos confortáveis para o garotinho que sempre ia e ficava na sala dele desenhando ou brincando com os brinquedos, no começo todo mundo estranhou mas ele não deu satisfação a ninguém apenas levava o filho todos os dias .
A: eu também gosto de trabalhar com você , fica menos entediante!( Ambos riram ) vamos aproveitar e passar aqui nesse supermercado e comprar as coisas de fazer seus lanchinhos tá ?! ( Para em frente ao supermercado)
D: tá papai , eu espero no carro pra ninguém roubar! ( Fala sentado e Arthur rir )
A: não posso te deixar no carro filho , não é seguro...
D: mas o Paulo me deixava sempre, eu nunca entrei em um supermercado ! ( Explica para o pai )
A: pois hoje você irá entrar! ( O menino fica feliz, Arthur desceu do veículo e vai pra outra porta abrindo e retirando o pequeno e trava o carro )
D: espera papai ....
A: o que houve?
D: foi aqui que eu fugi... Foi nessa rua que eu corri , quando a mamãe entrou naquele mercado!
As buscas por a mãe dele não parou , eles sempre andavam pelas ruas na expectativa que o pequeno lembrasse o caminho de casa
A: então a casa da sua mãe deve ser perto!
D: não era tão perto, a gente demorava um pouco pra chegar... Esse mercado tem coisas baratas então o Paulo nos trazia aqui, era ao único lugar que ele deixava mamãe trazer o meu leitinho...
A: ohh meu amor , vamos fazer o seguinte! A gente vai comprar rapidinho as coisas aí , e vamos andar por a região do bairro pra vê se você lembra ( o menino concorda e ambos atravessa a rua de mãos dadas )
Ao pouco que eles iam entrando iam arrancando sorrisos de vários casais , homens e principalmente mulheres, Arthur é um homem muito bonito e ao vê-lo de mais dadas com um pequeno que estava vestido igual ele as pessoas sorriam com a fofura.
Eles foram pegando as coisas e colocando no pequeno carrinho
Em apenas um mês , Arthur aprendeu ser um pai maravilhoso, coisa que em quatro anos o verme do Paulo não conseguiu.
Em determinado momento, o pânico cai sobre o corpinho pequeno do menino.
D: papai... Pa.. papai....
A: o que foi filho ? Tá pálido ( agacha ficando da altura do filho )
D: o Paulo ( fala em Pânico abraçado com Arthur)
A: onde ?
D: lá fora nós carrinhos...( Ele levanta com o menino no colo , escondendo sua face em seu pescoço)
A: o de vermelho, alto branco de cabelo preto?
D: é ele...( Fala chorando) ele vai me vê papai , ele vai me pegar de volta...
A: calma ( o coloca no chão rápido tirando o balse e lhe coloca novamente nos braços, cobrindo o pequeno completamente com o seu blase ) fica quietinho tá ?! Finge que estava dormindo... Ele tá vindo nesse corredor, fica quietinho meu amor !
O corpinho do pequeno tremia mas ele ficou quietinho apenas escutando, por muito sorte Paulo não viu e agora que ele estava só com a perninha com as calças e o sapatinho social do lado de fora , agora que ele não iria reconhecer mesmo , assim espero.
P: opa , desculpe amigo ! ( Ao ouvir a voz o menino treme , e Arthur que fingia olhar e pegar algo naquela parte o olha ) esbarrei em seu carrinho sem querer , sou ruim em mexer com essas coisas ( o ordinário rir gentil) sabe como é né , geralmente e a mulher que faz isso ...
A: não tem problema, eu entendo!( Força o riso e coloca algo no carrinho) hoje está por nossa conta então ! Ou a sua veio ? ( Finge )
P: poise meu camarada... Que nada , não quis vim ... Está se sentindo mal !( Mente na cara de pau pegando algumas coisas e colocando no carrinho) seu filho ? ( Pergunta ao vê o volume coberto nos braços)
A: e sim ! Quis dormir justo agora! ( Riu falso )
P: crianças! ( Rir )
A: você tem filhos?
P: ainda não , mas tenho muita vontade! Mas a minha mulher odeia crianças... Acho até um pecado isso ! ( Ordinário )
Ao escutar aquilo o pequeno sente raiva fechando a mãozinha forte e Arthur senti isso e acaricia o garoto
A: pois é ... Bom , boa sorte nas compras, eu acho que consegui fazer as minhas ( força riso e o outro rir também)
P: obrigado, passar bem !( Fala legal, e quem não conhece... Não sabe o crápula que é)
Arthur assentiu e empurrando o carrinho até o caixa e paga tudo , com dificuldade levar as sacolas e o menino até o carro , e quando entra o filho está se desmanchando em lágrimas.
D: ele é um mentiroso, minha mãezinha adora crianças! ( Chorando bastante)
A: calma meu pequeno... Olha pelo lado bom ...
D: qual papai ?
A: a gente vai seguir ele e encontrar o lugar onde sua mãe está !
....
Continua.....
VOCÊ ESTÁ LENDO
O Encontro ( FINALIZADA ✅✅)
FanfictionUma história onde traumas são curados , que a solidão se desfaz e o com a cura do amor
