Capítulo 20

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                Aconteceu o casamento do filho de Mariano, teve uma festa depois em um clube de danças perto de Copacabana, a família da nora de Mariano era rica, muito rica.

Na festa as pessoas olhavam para mim e Mariano e achava estranho a gente ser um casal, eu percebi pelo olhar repreensivo delas.

Mariano também percebeu, ele ficava perto de mim o tempo todo e me abraçava.

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Outro dia

                    Em casa eu estava assentada na cama com o caderno em mãos escrevendo uma carta e quando Mariano entrou no quarto eu apressadamente fechei o caderno.

Mariano me puxou o caderno das mãos e perguntou nervoso:

-Para quem você estava escrevendo? Por que fechou esse caderno dessa maneira?

-Para minha mãe! Seu atrevido!

-Então por que ia escondê-lo de mim?

-Eu não ia esconder o caderno de ninguém, apenas o fechei porque você entrou conversando e ia me atrapalhar de continuar a escrever.

-Mentira!

                          Mariano pegou o caderno, arrancou as folhas, despedaçando ele todo.

Eu fiquei assustada, nunca o vi nervoso daquele jeito.

Troquei de roupa as pressas e fui para a casa de Branca.

Mais tarde cheguei em casa e fiquei apreensiva.

Mariano estava triste, falava muito baixo me pedindo desculpas.

-Eu achei que você estivesse escrevendo para aquele homem que foi seu marido, afinal vocês se viram em Belo Horizonte e não sei o que aconteceu entre vocês.

Ainda por cima, estou estressado, aquele quartel está me sobrecarregando...

Perdi a cabeça!

Disse ele.

-Você não devia ter feito isso Mariano, não devia!

Eu estava escrevendo para minha mãe como de costume, se acaso fosse escrever para o homem que foi meu marido, eu escreveria na hora que você não estivesse em casa, você não acha?

Ah, Mariano!

Você devia acreditar no meu amor por você!

-Eu não acredito!

-Eu te amo, Mariano!

-Eu não acredito!

-Te amo!

-Não acredito!

Ele saiu, bateu a porta.

As 4 paredesOnde histórias criam vida. Descubra agora