Presente.
— Esse é o melhor professor de psico que você vai conhecer... Nunca falto às palestras dele quando ele vem aqui na faculdade. — Alguém sussurrou à pessoa sentada ao lado.
— Ele não é o cara do caso Jesus Christ?
— Sim, ele mesmo. Eu acho ele incrível. Ouvi dizer que ele é o representante da Criminal Psychology do FBI.
Quando as luzes se apagaram na grande sala de palestras da Universidade, apenas o palco permaneceu iluminado.
Louis subia por uma escadinha lateral, trajando camisa polo preta e jeans claros. Seus cabelos estavam mais despojados e a mecha grisalha lateral mais presente.
Ele olhou para a plateia em busca de Harry.
[...] — A esquizofrenia paranóide é uma variável da esquizofrenia caracterizada principalmente pela perda da consciência dentro da realidade por paranoias constantes. O esquizo paranoico não pode ser julgado ou visto como um criminoso comum independentemente de suas ações. Ele não é um psicopata, isso é muito importante. Ele não busca prazer, está buscando fazer por onde alcançar um propósito porque acredita que deve ser assim. — Louis gesticulava com as pontas dos dedos juntas, andando devagar pelo piso do palco.
Quando Styles chegou e se sentou pelo meio, o menor disfarçou o olhar e segurou o discreto sorriso.
— O indivíduo pode tanto ter nascido com esse transtorno, como pode tê-lo desenvolvido. As causas podem vir desde uma batida grave na cabeça até um trauma psicológico, mas, geralmente, os traumas são as maiores causas. Traumas de infância, traumas já depois de adulto, não importa. Grande parte dos esquizofrênicos paranoicos está concentrada em Cultos e Seitas religiosas e não religiosas também, como os famosos casos envolvendo homens que acreditavam terem sido enviados por extraterrestres para realizar alguma missão na terra. E a partir disso vocês já sabem, eles convertem fiéis e muitas atrocidades começam a acontecer. — Ele suspirou minimamente ao olhar para as palmas de suas mãos e enxergar as cicatrizes. Memórias sobre os traumas vividos no Culto de Norton invadiam-no a mente sempre que ele olhava para as marcas dos cortes. – Não necessariamente são cruéis como um psicopata, eles acreditam que precisam fazer aquilo. Seja por um "bem maior", por um propósito sagrado, para proteger uma pessoa ou um grupo de pessoas, que seja. Eles só precisam realizar uma sequência de padrões estabelecidas por suas mentes quebradas, porque creem que assim deve ser. Não fazem por prazer ou por pura maldade, fazem porque precisam. Eles não têm escolha, são prisioneiros de suas paranoias.
Uma mão se erguendo na plateia chama a atenção de Tomlinson; é uma moça morena de óculos. A mesma que cochichava sobre ele no início da palestra.
— Pode falar.
— O senhor sobreviveu a um líder paranoide. Acha que essa experiência serviu de estímulo para a sua formação na área Criminal?
Aquela pergunta fez Louis discretamente engolir um seco, ele certamente não esperava. Falar sobre o Culto não era algo que ele costumava praticar, evitava ao máximo. As lembranças e toda a problemática acerca do que viveu ainda o perturbavam.
— Bem, eu acho que a resposta é óbvia. "Estímulo" não é a palavra que eu usaria e tampouco "experiência", mas eu entendi o ponto da sua pergunta.
[...] As pessoas deixavam o ambiente espaçoso, enquanto Louis arrumava suas coisas dentro da bolsa numa mesa na lateral do palco onde anteriormente palestrava. Harry se levantou e caminhou devagar até estar mais à frente.
Alguns alunos e convidados ainda estavam ali, incluindo a moça que deixara Louis desconfortável com aquela pergunta.
— Ei, sr. Tomlinson.
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Behind the Red Lake | l.s
ФанфикшнHarry Styles e Louis Tomlinson viveram um romance secreto quando adolescentes; atrás do lago vermelho, onde estavam seguros das garras da discriminação e da religião. Atrás do lago vermelho, onde seus mais profundos segredos foram afogados no fundo...
