Rosallind De Noir
Eu sempre fui a sombra no castelo, a presença silenciosa que todos subestimavam, me movia pelas sombras absorvendo cada fragmento de conhecimento e poder que podia encontrar. O castelo, com suas torres sombrias e corredores ecoantes, era meu domínio silencioso, onde os segredos sussurrados se tornavam minhas armas.
Às torres do castelo são o meu refúgio, onde eu podia ouvir os murmúrios dos espíritos antigos e sentir a pulsação da magia ancestral que corria em nossas veias,
caminho pelos corredores escuros do castelo, sentindo o frio das pedras sob meus pés, às tochas nas paredes lançam sombras criando uma atmosfera de inquietação. Conheço cada canto deste lugar, cada recanto sombrio onde segredos se escondem. Eu sempre fui vista como a mais fraca dos De Noir, a filha que não possuía o poder esmagador de Vladimir. Mas eu tinha algo que ele não tinha, paciência e astúcia. Enquanto ele esmagava seus inimigos com força bruta, eu os destruía por dentro, corroendo suas esperanças e plantando sementes de dúvida.
Meus espiões trouxeram notícias intrigantes, uma camponesa ou guerreira de Aldraskar, havia sobrevivido a um encontro com Vlad, isso era algo inédito. Vladimir não deixava sobreviventes, algo nela era diferente, algo que ele não conseguia entender. Havia alguma coisa nela e eu precisava descobrir.
Minha mente fervilha com pensamentos sobre os últimos acontecimentos. Sei que meu irmão, está obcecado com a conquista de Aldraskar, mas eu vejo além da destruição, há mais em jogo do que a mera dominação. Há a sobrevivência de um mundo que se equilibra precariamente entre a luz e trevas.
Entro na grande sala de reuniões, onde Vladimir está de pé, estudando um mapa espalhado sobre a mesa.
— Rosallind, minha irmã. - diz ele, sem levantar os olhos do mapa. — O que te traz aqui tão tarde da noite, não deveria estar em seus aposentos?
— Não, não deveria. Estive pensando sobre nossa estratégia. - respondo, aproximando-me da mesa. — Aldraskar é mais do que apenas um obstáculo. É um símbolo de resistência. Destruí-lo não vai apenas enfraquecer nossos inimigos, mas pode também unir outros reinos contra nós. - Vladimir finalmente ergue os olhos. Há um lampejo de curiosidade, talvez até de respeito, mas está escondido sob camadas de arrogância e ambição.
— Você acha que tenho medo de alianças formadas contra nós? - pergunta ele com um leve sorriso.
— Não é medo. - digo calmamente. — É inteligência. Se você destruir tudo, o que restará para governar? Cinzas e desolação não podem ser controladas. Precisamos de uma abordagem mais estratégica. - ele se afasta da mesa, caminhando até a janela que dá vista para o jardim negro. Ele está silencioso por um momento e posso ver a tensão em seus ombros.
— Você sempre foi a mais astuta entre nós. - diz ele finalmente. — Mas esta guerra é necessária. Nosso legado, nosso poder... tudo depende disso, e só falta Aldraskar e Sakar. Foi assim que os nossos antepassados conquistaram tudo isso.
— Nosso legado deve ser mais do que destruição. - insisto. — Devemos encontrar um equilíbrio, uma maneira de consolidar nosso poder sem aniquilar tudo em nosso caminho. - ele vira para me encarar.
— E como sugere que façamos isso, Rosallind? Deveríamos convidar nossos inimigos para tomar chá? - mantenho meu olhar firme.
— Precisamos mostrar força, sim, mas também devemos ser estratégicos. Use a guerra para enfraquecer seus inimigos, mas não para destruí-los completamente. Deixe-os viver sob nosso domínio, subjugados mas não aniquilados. Isso garantirá que tenhamos mais um reino para governar, um futuro para nossas linhagens. - Vlad me analisa por um longo momento e posso ver a batalha interna em seus olhos. Ele é poderoso, mas também sabe que a verdadeira força vem da sabedoria e da estratégia.
— Talvez você tenha razão. - ele diz lentamente. — Talvez eu tenha subestimado a importância do equilíbrio. Mas não se engane, Rosallind. Ainda haverá mais sangue derramado em Aldraskar.
— Deixe-o cair sob nossos termos. - respondo. — Deixe-nos moldar o futuro, não destruí-lo. - Vlad assente levemente, uma aceitação silenciosa da minha proposta. Sei que meu irmão ainda tem uma sede insaciável por poder, mas pelo menos agora, ele considerará uma abordagem mais equilibrada.
Com um gesto de cabeça ele indica que nossa discussão chegou ao fim e enquanto ele volta sua atenção para o mapa, eu me viro para sair da sala de reuniões. No corredor escuro, meus passos ecoam suavemente enquanto retorno aos meus aposentos, penso na camponesa de e na força inexplicável que ela demonstrou diante de Vlad.
Enquanto me recolho para dormir o brilho das estrelas através das janelas altas dos meus aposentos, me lembra que há muito mais além dos muros de pedra e aço que nos cercam. Tentava repousava na escuridão de meus aposentos, porém meus pensamento se voltam para a misteriosa mulher de Aldraskar. O que a tornava tão diferente? seria seu espírito? ou uma conexão com poderes antigos que escapavam até mesmo do olhar afiado de Vlad?. A incerteza era era algo persistente, envolvendo meu raciocínio em teias emaranhadas de suposições.
Reflito sobre ás palavras trocadas com meu irmão e ainda que ele tenha escutado meu conselho, a guerra pairava sobre nós por todos os cantos, como um lembrete, recordando-me de que decisões feitas na penumbra dos corredores poderiam moldar destinos com um peso imensurável.
Sinto o formigar em minhas mãos e o calor subindo, estou sendo chama. Vesti minha capa negra, o tecido frio contra minha pele quente e saio dos meus aposentos, movendo-me pelas passagens secretas do castelo, uma habilidade que aprendi desde criança, eu me dirigi à floresta.
Quando cheguei à floresta de Sangue, a lua finalmente apareceu banhando a paisagem em uma luz prateada. Avancei silenciosamente, seguindo o rastro de energia que me chamava, sabia quem era e estava ansiosa para encontrá-lo, sumo junto com as sombras, e em um templo há muito esquecido por seu povo, Thalor está em pé de costa para mim, me aguardando.
— General Thalor... - sussurro atraindo seu olhar.
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Oi
Espero que estejam gostando da história
e lembre-se, críticas são bem-vindas,
peço desculpas por qualquer erro ortográfico, que eu possa ter cometido,
a estrelinha de vcs é muito importante para mim, não se esqueçam dela.
✨️beijinhos ✨️
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The Game of Shadows
ParanormalNo reino de Aldraskar, a jovem guerreira Selene vive em um mundo assolado pela guerra e pela escuridão. Criada como órfã após a morte de seus pais em uma invasão das forças da Família De Noir. Sua coragem e determinação são postas à prova, mas ela s...
