No reino de Aldraskar, a jovem guerreira Selene vive em um mundo assolado pela guerra e pela escuridão. Criada como órfã após a morte de seus pais em uma invasão das forças da Família De Noir. Sua coragem e determinação são postas à prova, mas ela s...
A alvorada em Montasion traz consigo uma luz vermelha que reflete nas montanhas vulcânicas de Malarson, a brisa que vem do oceano carregada de maresia deixava o ar quente de Montasion mais úmido, a cidade ainda estava envolta em um manto de silêncio, com apenas os primeiros sinais de vida começando a surgir. Eu estava no telhado de uma das tavernas da cidade, observando as ruas desertas abaixo de mim.
Desci silenciosamente pelo beiral do telhado, aterrissando graciosamente na rua de paralelepípedos, meu manto negro me envolvia como uma segunda pele, ocultando-me nas sombras enquanto me movia rapidamente pelos becos estreitos, Cada passo é extremamente calculado, para evitar qualquer atenção indesejada.
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Cheguei ao meu destino, uma pequena loja de antiguidades que servia como fachada para o submundo de Montasion. Dentro, encontrei o velho Darius, um informante confiável que sempre tem algo útil pra mim. — Seraphina, você está mais uma vez em busca de segredos? - ele disse com um sorriso astuto. — Preciso de informações sobre a segurança do templo de Pyronheim. - respondi, direta. — E qualquer novidade é útil também. — Você vai invadir às terras dos Drakoni's. Quer ser queimada viva garota? - ele fala saindo de trás do balcão e vindo até a mim.
— Ele tem algo que eu preciso. - Darius me puxa pela braço me arrastando até os fundos da loja, como seu fosse uma criança birrenta. — Não pode fazer isso, seja lá o que você quer pegar para vender, esqueça. É suicídio. - olho para Darius como uma das crianças perdidas. — Você tem três rotas de fugas. E não se esqueça de Baldric e seu dragão. Darius me contou tudo o que sabia, descrevendo os guardas, as armadilhas e as rotas de fuga mais seguras. Saí da loja de Darius com minha mente fervilhando, o templo ficava na colina ao norte da cidade, um lugar que é conhecido por não ser tão formidável. Subi na minha montaria, uma égua acinzentada, e cavalguei em direção ao templo, o som dos cascos ecoando pelas ruas ainda silenciosas, era a melodia dessa manhã.
Templo de Pyronheim era uma antiga construção de pedra avermelhada, tão antiga que dizem que era a onde os dragões dormiram em um tempo muito distante. Estou em busca do Orbe de Kharon, uma esfera de cristal negro que, segundo às lendas, permitia ao seu portador poderia controlar as sombras e mudar o futuro. Ao chegar à base da colina, desmontei da égua e prossegui a pé. O caminho é íngreme e com a vegetação densa que dificulta o andar. Cada passo é uma luta contra a gravidade e o cansaço, às informações de Darius guiam os meus movimentos.
Conforme me aproximava, ouvi o som distante de cavalos e vozes masculinas, meu coração acelerou, e eu apressei o passo, procurando um ponto de vantagem onde pudesse observar o templo e seus arredores, encontrei uma elevação rochosa e me escondi atrás de um conjunto de arbustos, observando a entrada do templo à distância.
Vários homens, claramente da guarda dos Drakoni's se aproximavam a cavalo, no meio deles estava Baldric, olho para cima assustada mas sem sinal da sua criatura monstruosa. Esperei até que estivessem distraídos e me movi rapidamente para a entrada lateral que Darius havia mencionado, a passagem estava parcialmente coberta por escombros, mas consegui me esgueirar por um espaço estreito. Dentro, o templo estava mergulhado em sombras, com apenas algumas tochas espalhadas para iluminar o caminho. O ar era denso e carregado de pó, e o silêncio era quebrado apenas pelo som ocasional de gotas de água caindo no chão de pedra.