Capítulo 1 - Revanche

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NCAA, ESTADOS UNIDOS

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NCAA, ESTADOS UNIDOS.

Era mais um dia de jogo para o time da Georgia Tech, mas dessa vez enfrentariam o time de Harvard. Era uma equipe forte, sim, mas, na cabeça de Julia, nada páreo para ela. Afinal, vinha sendo destaque durante o NCAA — não tanto quanto Emily, é verdade —, mas o suficiente para ser ovacionada a cada ponto marcado contra Harvard.

Estavam disputando uma das vagas. O jogo contra Stanford, por muito pouco, não foi o último suspiro da Georgia no campeonato. Aquela derrota tinha deixado Julia inquieta, mas um treino intenso nos dias seguintes acordou o time. Agora, precisavam vencer, no máximo, os três últimos jogos para chegarem às quartas de final e avançarem pela fase eliminatória como invictas.

Julia aquecia antes do início da partida, assim como todo o time. Harvard tinha sua estrela, mas não era alguém que causasse grandes dores de cabeça. Por isso, Julia se sentia segura, confiante. Confiava nas suas companheiras, no jogo coletivo. Não havia com o que se preocupar — aquela partida já estava ganha.

Enquanto observava a movimentação na quadra, sentiu um olhar que parecia queimar suas costas. Ouviu uma das companheiras mencionar o nome de Emily, e imediatamente se virou, encontrando o olhar da morena fixo nela. Revirou os olhos ao ver o mesmo sorrisinho provocador que Emily sempre carregava nos lábios.

O olhar da camisa 7 estava completamente cravado nas órbitas azuis de Julia. Era um olhar fixo, intenso, quase desafiador. E, por um segundo, causou um arrepio em sua pele. Julia foi arrancada do transe quando Melissa, sua companheira de equipe, puxou conversa.

— O que está rolando entre você e a Emily? — perguntou a loira, curiosa, observando a interação silenciosa.

— Nada. Ela só gosta de provocar, de bancar a prepotente. E ela sabe que eu odeio esse tipo de coisa. — Julia respondeu, tentando manter o tom indiferente, mas Melissa parecia intrigada.

— Isso é extremamente estranho... vocês exalam tensão sexual. Você gosta dela?

Melissa riu ao ver a careta de nojo que Julia fez.

— O quê? Claro que não! Somos quase inimigas mortais. Você acha mesmo que eu gosto dela? Eu odeio o jeito irritante e soberbo dela. — rebateu, antes de ouvir o técnico chamando a equipe. — Agora para de pensar bobagem e vamos jogar.

🧡✨

O jogo estava completamente favorável para a Georgia Tech. Tudo sob controle. Todas as bolas passadas para Julia estavam sendo colocadas no chão. A ruiva sorria largo, radiante, chamando atenção de quem estivesse minimamente atento. E Emily estava.

O sorriso da ruiva incomodava — ou talvez despertasse algo que Emily não queria nomear. Sentiu um arrepio no estômago, mas rapidamente ignorou. Não podia ser nada. Não devia ser nada.

Marrenta - Julia BergmannHistórias para pegar e não largar. Descubra agora