Capítulo 18: SN

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É nítido que ele está com ciúmes, eu já poderia ter explicado tudo, mas ele fica tão fofo e engraçado quando começa a falar sem pausas pra respirar, que eu simplesmente não tive coragem de contar.

— E você acha que eu vou acreditar só na sua palavra?

— Se você quer acreditar ou não, é problema seu! Mas, sério, seria super nojento ter algo com ele. Incesto? Não é meu estilo, nem de longe!

— Incesto? Ele é seu irmão?

Ele me olha boquiaberto, sem conseguir acreditar no que acabou de ouvir.

— Você  não está tendo um piripaque, está? — pergunto, preocupada, já que ele está mais paralisado que estátua.

— Seu... Mingyu, ele é seu irmão? — ele cerra os olhos e fica ainda mais próximo de mim. — Seu hobby virou mentir agora, né? Está me enganando?

— Não estou mentindo! Ele é meu irmão mesmo, quer fazer um teste de DNA? — digo firme.

— Então como eu não fiquei sabendo disso? Pesquisei sobre você e sua família inteira, nunca vi nada sobre esse cara.

— Precisa melhorar suas fontes então. — falo tentando me soltar, já que ele continua segurando meus braços acima da minha cabeça.

— Está mesmo falando sério?

— Ele é meu meio-irmão. Meu pai abandonou ele e a mãe quando ainda era pequeno. Eu só descobri sobre ele quando fugi de casa. A mãe dele precisava de uma cirurgia, e ele foi pedir ajuda. Não teve coragem de falar com o homem que abandonou ele, já que em todas as vezes meu pai o humilhava. Nos encontramos no momento certo, eu não tinha ninguém e ele precisava de ajuda. Usei todo meu dinheiro pra nos levar pra fora do país, lá a mãe dele pôde fazer a cirurgia, e eu estava segura pra ter o Jun. Quando decidimos voltar, ainda tinha medo, mas pelo menos estávamos juntos, ele e Jun são minha família agora.

— Desculpa... eu não sabia mesmo.

— Como poderia? Eu não te contei. — Solto uma leve risada.

— Você é cruel, sabia? Me viu sofrer de ciúmes e não falou nada. Me disse que ele era seu marido.

— Foi só pra te afastar.

— Sinto te informar, mas seu plano não deu muito certo. — ele dá uma piscadinha, me fazendo rir.

— Vai parar de ficar bravo agora?

— Ainda preciso que me mostre o teste de DNA, mas eu vou me esforçar.

— Devia gastar essa energia toda pra me punir. No bom sentido, é claro!

— Quem vê essa sua cara de santa, nem imagina a safada que você é. Esse castigo é o que você mais deseja agora, só que eu não vou cair nessa, gatinha.

— Se não vai tirar minha roupa então me solta. — falo e ele olha para minhas mãos ainda presas na sua. — A não ser que mude de ideia, pode ficar a vontade.

— Acha que eu sou fácil assim?

— Não sei, você é? — consigo soltar meus braços e envolvo seu pescoço.

Ele me lança um sorriso de canto, talvez como aviso de que eu me arrependeria por ter dito isso.

— Você realmente não tem medo de dizer o que pensa, não é? — ele comenta.

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