Twenty-six

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Marinette Dupain-Cheng

Abro um grande sorriso animada ao ver o meu reflexo no espelho, parece que depois do quinto mês de gravidez o meu bebê resolveu espichar de vez, antes até que tinha uma mera elevação, mas agora é impossível não repará-la ainda mais quando uso roup...

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Abro um grande sorriso animada ao ver o meu reflexo no espelho, parece que depois do quinto mês de gravidez o meu bebê resolveu espichar de vez, antes até que tinha uma mera elevação, mas agora é impossível não repará-la ainda mais quando uso roupas mais apertadas, fico toda boba quando uso a fila preferencial e ninguém vem brigar comigo.

Estou extremamente satisfeita, porque em minhas últimas consultas o médico nos afirmou com toda certeza que estamos mais saudáveis do que nunca e na semana passada parei de tomar meus remédios, porque o mesmo disse que já não havia mais necessidade deles. Minha vida finalmente parece entrar no eixo de antes da tragédia que aconteceu e ao mesmo tempo que me sinto bem tenho medo de que isso acabe de repente. 

— Eu adoro o seu perfume. — os lábios quentes e macios encostavam em meu ouvido enquanto sua cabeça se abaixava para que o seu nariz roçasse ainda mais em meu pescoço me fazendo cosquinhas. — Adoro mesmo e não me canso dele... — as mãos grandes apertam levemente o meu quadril fazendo eu me virar de frente para o homem alto. — ... nenhum um pouquinho mesmo. 

— Isso não vai fazer eu mudar de ideia, não sou eu que estou fazendo isso e sim o seu filho. — falo rindo de sua feição de cachorrinho magoado. 

As orbes esverdeadas me encaram convictas de uma forma que eu sei exatamente o que ele vai fazer a seguir me dando vontade de rir ainda mais e quando o loiro se ajoelha só confirma tudo. Para o mesmo ficar na altura do meu ventre ainda é preciso que ele curve um pouquinho o pescoço e quando faz isso eu repouso minhas mãos nos fios claros desengrenando os mesmos que já estavam meramente bagunçados. 

— Garotinho ou garotinha que está aí dentro, não é nada legal fazer lavagem cerebral na sua mãe para não gostar do cheiro do papai. — a forma que ele diz aquilo todo sério era cômica demais assim como viver com o mais carismático super herói de Paris, eu já deveria estar acostumada, mas sempre me surpreendo com suas bobeiras. — O papai nasceu com esse cheiro, moleque ou moleca que está aí dentro, não tem como mudar. 

 — Ótima maneira de tentar conquistar nosso filho. — nego com a cabeça debochando dele.

— Eu já conquistei você, agora esse ou essa daqui é fichinha. — segura o meu ventre deslizando o polegar sobre ele fazendo com que eu me arrepiasse positivamente com o seu toque. — Não disse? — fala convencido logo depois do nosso bebê chutar exatamente aonde sua mão estava. 

— Vocês são insuportavelmente puxa-sacos. — reviro os olhos rindo. 

— Mas você nos ama mais do que tudo. — se levanta deixando as mãos em minha cintura intensificando o aperto me obrigando a encará-lo.

— Mais do que tudo. 

[...]

Desço as escadas enlaçada pelas mãos do meu marido que me desviava dos "perigos no caminho" de acordo com ele, o mesmo anda insuportável com isso nos últimos meses que acabou virando até uma brincadeira nossa.

Abro um sorriso para Natalie assim que a vejo nos esperando sentada em uma das cadeiras de madeira ao redor da mesa de vidro com o café da manhã já posto, havia bastante coisa, meus olhos até brilham em ver a variedade de coisas e com certeza mamãe deve ter feito a maioria. Minha mãe e Natalie estão morando com a gente, a mansão tem muitos quartos e é muito bom ter a companhia delas. 

— Aonde está o Gorila? — pergunto saindo do aperto de Adrien e indo até ela cumprimentá-la que apenas deixa um beijo em minha barriga. 

— Saiu com a sua mãe mais cedo para resolver alguma coisa na padaria. — fala ajeitando seu óculos de grau lendo algo no ipad. 

Apenas concordo com a cabeça em silêncio indo em direção a cadeira ao seu lado esquerdo que Adrien puxa para que eu pudesse me sentar em seguida e logo faz o mesmo se sentando na cadeira de frente para mim. 

Pisco não acreditando no que eu estava vendo, era o bolo de morango reluzente repleto de chantilly que eu acordei sonhando com ele.

— Quer que eu pegue para você uma fatia, amor? — o cretino fala rindo de uma gestante que estava praticamente salivando por um desejo. 

— Por favor... — umedeço meus lábios ignorando o fato de seu rostinho perfeito de modelo esteja me encarando que nem idiota nesse momento com o meu pedido que ele faz em segundo me entregando uma fatia generosa em que me acabo com a maior felicidade.

— Já decidiram se vão comparecer no evento beneficente dos Bourgeois hoje a noite? — a mais velha deixa o aparelho de lado retirando os óculos agora se concentrando na gente.

— Não vejo problemas por mais que meu corpo não esteja aguentando mais muitas horas num salto alto. — dou de ombros bebericando meu copo  de água fresca.

— Ótimo, não vamos então. — meu marido responde rapidamente fazendo com que eu arqueasse minhas sobrancelhas curiosa, ele recusou muito rápido e duvido que o motivo seja só esse.

— Faz tempo que não damos as caras em eventos assim, seria bom uma vez no mês ao menos, não acha, gatinho?

— Chloé com certeza estará presente. — percebo seu corpo ficar rígido. — É melhor evitarmos os mesmos lugares que ela.

Eles me contaram tudo que aconteceu nos últimos meses, sobre a investigação e o suposto "aparecimento" bizarro daquela assassina que infelizmente tenho certeza que está com a joia da borboleta em mãos nesse exato momento. 

— Não sabemos se é ela quem está ajudando a Lila, são apenas suspeitas e comparecer nesse evento seria como uma prova, se algo ocorrer será evidente de que Chloé é cumplice e caso nada acontecer, podemos tentar dar um voto de confiança já que até agora ela não nos arranjou confusão. 

— Não podemos arriscar a segurança de vocês dois de jeito nenhum, vamos arranjar outro jeito. — o loiro nega repetidamente me encarando seriamente.

— A questão é quando vamos encontrar outro jeito? Estamos ficando sem tempo, aquela mulher com certeza está criando algo muito maior do que imaginamos e talvez não estejamos pronto para isso. 

— Nós vamos estar. — ele me corta firme no que disse segurando fortemente minhas mãos sobre a mesa.

— Por mais que eu não goste muito dessa ideia e acho que Adrien tem razão, realmente não temos muita escolha nesse momento. — a Sancoeur sorri para mim. — E os planos da nossa guardiã nunca falham. 








Back to black [Adrinette]Onde histórias criam vida. Descubra agora