Capítulo 45

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Poxa papi, você é uma erva rara, sem comparação
E é assustador para caralho
Tentando ficar com ele porque eu o encontrei
Deixe as vadias saberem que eu não estou dividindo você, porra
Eu poderia te levar aos meus pais, e depois a Paris
Planejar um casamento foda

Streets — Doja Cat

Streets — Doja Cat

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Scarlett LeBlanc

A sala da diretoria estava tão fria quanto da última vez em que estive aqui, há duas semanas. O mês de fevereiro se despediu, mas deixou para trás a sensação sufocante de ansiedade que consumia meu peito a cada tarde. A pilha de papéis parecia escavar um buraco em minha cabeça, enquanto a voz do Sr. Smith ecoava constantemente, corrigindo a carta que eu havia entregue de forma errada.

O único ponto de segurança no doloroso processo de readmissão foi Klaus. Ele me mostrou uma paciência admirável. Acho que nunca poderei esquecer como foi estar envolta em seus braços, sendo consolada enquanto chorava pelo medo de perder minha vaga em Oxford. Além disso, admirei em silêncio sua paciência e facilidade com a escrita. Ele colocou meus pensamentos confusos em um papel , mas também me fez enxergar que, sozinha, eu era capaz de fazer o mesmo.

— Ansiosa, senhorita LeBlanc? — Sr. Schroeder perguntou, sem desviar os olhos dos papéis à sua frente.

— Não — menti, acreditando que admitir minha ansiedade não seria bem vista sob sua perspectiva.

— Os papéis estão corretos. — Em um movimento rápido, ele projeta a cabeça, fixando seus olhos nos meus. — Está tudo conforme o processo de readmissão.

Em uma lentidão dolorosa, ele estendeu um envelope em minha direção. Meus dedos trêmulos alcançaram o ar, agarrando-o. Sem hesitar, abrir, tomada pela curiosidade. O brasão da universidade foi a primeira coisa que prendeu minha atenção, ostentando toda sua grandeza e magnitude. Logo em seguida, leio rapidamente as palavras, meus dedos tremiam um pouco sobre o papel, até que um pequeno sorriso se abre em meu rosto. Lá estava: a confirmação da minha aceitação, seguida por uma bela assinatura do Sr.Schroeder.

— Apreciamos sua honestidade e esforço, Scarlett — ele disse, com uma voz rude, mas não hostil. — Espero que saiba disso

— Obrigada — sorrio, retribuindo o aperto de mão que ele me ofereceu. — E eu quero que saiba o quanto estou grata.

— Ficamos felizes — ele concordou brevemente.

Ao fechar delicadamente a grande porta de madeira, uma alegria me toma. Corri em direção ao dormitório de Klaus. Meus cabelos voavam ao ritmo acelerado dos meus passos, e o papel em minha mão, ainda aberto, parecia a jóia mais preciosa do mundo.

E, de certa forma, era.

Ao chegar diante da porta, respirei fundo, tentando recuperar o fôlego. A curta corrida me fez perceber que talvez estivesse sendo uma pessoa sedentária. Mas isso não importava agora. Ansiosa, bati na madeira, o som ressoando mais forte do que eu gostaria.

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