A paixão pela ciência levou Jeon Jungkook a criar diamantes perfeitos, mas a descoberta o tornou vilão da própria história. Sequestrado e com a mente à venda, ele se alia aos criminosos controladores da Isis, a IA mais avançada do planeta. Nesse cen...
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— Todos de pé.
O tribunal estava diante do caso mais famoso daquele ano: o Estado contra o hacker.
Min Yoongi, o famoso Suga, o cara que não entendia por qual milagre ainda estava vivo, já que passaria o resto dos dias trancafiado em portões que ele jamais escolheria como lar.
A vida é mesmo engraçada. E inútil.
Logo ao entrar, desviou o olhar da primeira fileira, onde Taehyung e Seokjin estavam sentados.
Jornalistas e influenciadores se amontoavam em busca da melhor manchete, abutres modernos que viam muito mais status e curtidas em massacrar do que defender.
Sem a Ísis, burlar seguranças, remendar falhas, apagar rastros ou virar o algoritmo a favor da própria pele se tornou quase impossível.
E não foi por falta de tentativa.
Sozinhos, Tae e Jin tentavam manter as hashtags vivas, os discursos sustentados, o painel favorável... mas aos poucos os números foram caindo, novas desgraças serviram de palco para espectadores exigentes de uma realidade cruel e normativa.
No fim, eram eles por eles mesmos.
— Min Yoongi, consta que o senhor recusou advogado, procede?
— Sim, Excelência.
Senhoras e senhores, que comece o espetáculo!
💎
ROTAÇÕES ANTERIORES
30 Dias Antes
— Conseguiu?
— É a quinta vez em menos de duas horas que você pergunta o mesmo, amor. Não. — suspirou. — Não consegui, tô muito frustrado por não ter aprendido sobre a Ísis o suficiente para poder replicá-la e tirar o Yoongi de trás das grades e desculpa, mas você perguntando não facilita.
— Foi mal, nerd. Eu tô ansioso...encaralhado... putamente encaralhado... sei lá que diabos é que eu tô. Não entendo nem o que eu tô pensando.
Apoiou as mãos na bancada do celeiro, que servia novamente como espécie de laboratório improvisado. Respirou profundamente, cabeça baixa, a exaustão ganhando forma nas olheiras gritantes, na pálpebra que se movimentava involuntária e excessivamente. No corpo estático que parecia esconder um terremoto interno. A cabeça latejava, a garganta seca; já nem lembrava a última vez que bebeu água.
Jungkook o observava e não estava melhor. Sentia a responsabilidade da própria ciência nas costas. Era o único com intelecto para tentar reverter o apagamento da Ísis do mundo ou recriar algo similar ao que ela representou.
O último feixe de luz do espectro de diamantes.
Totalmente falho.
O ronco da moto anunciava que Hoseok havia chegado. E aquela fagulha de esperança, sempre que se encaravam, deixava uma expectativa agridoce.